O inversoverso de Flora Hannah
experimentando o inverso e o avesso...
19 Maio 2012
18 Maio 2012
No dia de hoje,
coração no céu da boca, latente...
estômago no peito, que ferve como sal de fruta,
ops... um arroto de emoção...
o dia de hoje é uma batucada do tempo, tocada no peito, na batida do estômago, na caixa-clara do coração!!!
20 Março 2012
Samba do...
Se sair é melhor ficar
se ficar é melhor perder
o que perdi não quero encontrar
por que encontrar é perder
se encontrar não quero chorar
se chorar vou lembrar o que é sofrer
por que sofrer é querer
e se querer é melhor partir
se sair é melhor chorar
se perder é melhor ficar
se ficar é melhor querer
se encontrar não vai mais chorar
e se chorar é por que vai lembrar
por que encontrar é perder
se ficar é melhor perder
o que perdi não quero encontrar
por que encontrar é perder
se encontrar não quero chorar
se chorar vou lembrar o que é sofrer
por que sofrer é querer
e se querer é melhor partir
se sair é melhor chorar
se perder é melhor ficar
se ficar é melhor querer
se encontrar não vai mais chorar
e se chorar é por que vai lembrar
por que encontrar é perder
27 Fevereiro 2012
Beiral
O pés balançam e o vento morno distrai, as luzes contraem o tempo e o fascínio pelo beiral do mundo. A noite amortece a queda e o ar abraça o corpo livre.
Nessa descida repentina a sensação desarma o peito, mas não a dor.
Intimamente o que se passa é um borbulhar encorpado de satisfação, terror e loucura.
A loucura que ora dança e flerta com o medo, mas que geralmente convive com a solidão.
Nessa descida repentina a sensação desarma o peito, mas não a dor.
Intimamente o que se passa é um borbulhar encorpado de satisfação, terror e loucura.
A loucura que ora dança e flerta com o medo, mas que geralmente convive com a solidão.
25 Novembro 2011
Essência
No cabide, teus dedos pendurados, não alcançam mais o chão.
na boca, entre os dentes amarrou a língua junto ao coração e mordeu o tempo num suspiro longo, como um abraço apertado.
Ainda suspenso, não ouviu mais nada além do ruído da sua carcaça roçando o vazio. a noite diante do copo marcado, um dente amarelado lhe restou como premio.
só o consolo do leito ou ventre materno estancaria o peito rasgado,
mas como numa caixinha de surpresa, espetou o dedo na verdade. eis a verdade, a essência suprema da existência da mentira.
na boca, entre os dentes amarrou a língua junto ao coração e mordeu o tempo num suspiro longo, como um abraço apertado.
Ainda suspenso, não ouviu mais nada além do ruído da sua carcaça roçando o vazio. a noite diante do copo marcado, um dente amarelado lhe restou como premio.
só o consolo do leito ou ventre materno estancaria o peito rasgado,
mas como numa caixinha de surpresa, espetou o dedo na verdade. eis a verdade, a essência suprema da existência da mentira.
07 Setembro 2011
01 Julho 2011
01 Junho 2011
....
E agora qual será a sua próxima jogada,
O falso cheque-mate foi dado, no seu castelo de cartas há mais um minarete...
A rainha já não acredita.
O bispo e os dois peões já se consideram vencedores!!
Mas o tabuleiro é imenso e neste momento está a espera...
E ai rei, qual será a sua próxima jogada!
A jogada da vida...
O falso cheque-mate foi dado, no seu castelo de cartas há mais um minarete...
A rainha já não acredita.
O bispo e os dois peões já se consideram vencedores!!
Mas o tabuleiro é imenso e neste momento está a espera...
E ai rei, qual será a sua próxima jogada!
A jogada da vida...
26 Maio 2011
Desmemoriando
O café esquentou no bule,
a tomada entrou no plug,
o mordomo se enrolou no tapete,
o amor sempre chega às cinco,
o blues arranhou a agulha,
e o futuro virou a esquina...
as panelas iniciaram uma revolta,
minha mãe disse que tem 30,
a grama verde se arrastou aos meus pés
o amante não sabe o que é o amor...
as árvores pararam de respirar
meu coração trilindou de susto,
esperar é díficil pra quem tem pressa de provar,
o vizinho pulou de paraqueda na avenida principal,
por que viver em grupo é tão esquisito...
o tempo parou a um segundo,
e o presente me olhou e sorriu,
a televisão mandou eu calar a boca,
e a janela se fechou de saudade...
o mundo girou anti-horário,
o destino é uma peça de teatro,
aquela música não disse tudo,
o amanhã é dia de nada,
e dúvido que alguém entendeu!
a tomada entrou no plug,
o mordomo se enrolou no tapete,
o amor sempre chega às cinco,
o blues arranhou a agulha,
e o futuro virou a esquina...
as panelas iniciaram uma revolta,
minha mãe disse que tem 30,
a grama verde se arrastou aos meus pés
o amante não sabe o que é o amor...
as árvores pararam de respirar
meu coração trilindou de susto,
esperar é díficil pra quem tem pressa de provar,
o vizinho pulou de paraqueda na avenida principal,
por que viver em grupo é tão esquisito...
o tempo parou a um segundo,
e o presente me olhou e sorriu,
a televisão mandou eu calar a boca,
e a janela se fechou de saudade...
o mundo girou anti-horário,
o destino é uma peça de teatro,
aquela música não disse tudo,
o amanhã é dia de nada,
e dúvido que alguém entendeu!
12 Abril 2011
A verdade da mentira...
Como hesitar em mentir diante da verdade exposta como fratura, como ser verdadeiro diante da mentira escusa?
A falsidade reveste a carne do homem como roupa molhada...
A carne desmente a culpa,
a culpa alimenta a carne,
o homem se engana nos ares do amor,
o amor submete o homem a culpa,
a verdade é secreta, mas ninguém sabe,
e a mentira justifica a dor!!!
A dor é exalada em atos manipulados de falsidade, medo e insatisfação...
A verdade da mentira é única: Só se ama realmente a si mesmo!
A falsidade reveste a carne do homem como roupa molhada...
A carne desmente a culpa,
a culpa alimenta a carne,
o homem se engana nos ares do amor,
o amor submete o homem a culpa,
a verdade é secreta, mas ninguém sabe,
e a mentira justifica a dor!!!
A dor é exalada em atos manipulados de falsidade, medo e insatisfação...
A verdade da mentira é única: Só se ama realmente a si mesmo!
02 Abril 2011
16 Março 2011
antídoto.
a dor ainda está lá, mesmo tendo um novo antídoto a dor permanece, suavemente cicatrizada, mas adormecida, ela ainda está lá. somente uma dose fuminante do velho rémedio para realmente estancar a dor.
15 Fevereiro 2011
...
O coração palpita o corpo treme, mas a razão cheia de graça e mãe das coisas, tramita entre o bem e o mal alheio, entre as causas verdadeiras e sinceras, nessa entro novamente num funil aterrorizante de imagens, sorrisos, contornos e olhares, de sentimentos esquecidos pela real vontade de amar. O amor desatina no sentido da loucura propriamente dita. O Amor é difícil mesmo quando a única e verdadeira razão é amar.
02 Fevereiro 2011
Dia carmim
O hoje o dia chegou triste escarlaterubrocarmim,
carmim como as saias das ciganas, do centro da cidade
elas varrem o futuro alheio, com suas saias esvoaçantes vermelhas
Gritaram de longe que tinham uma ótima notícia pra mim,
não quiz ouvir, hoje só ouço passáros brotando seus cantos nas árvores e folhas gargalhando ao vento.
carmim como as saias das ciganas, do centro da cidade
elas varrem o futuro alheio, com suas saias esvoaçantes vermelhas
Gritaram de longe que tinham uma ótima notícia pra mim,
não quiz ouvir, hoje só ouço passáros brotando seus cantos nas árvores e folhas gargalhando ao vento.
25 Janeiro 2011
...
Auto flagelo é diversão, quando as janelas estão abertas diante de um mar de possibilidades impossíveis.
07 Dezembro 2010
17 Novembro 2010
Geórgia, a carniceira...
Geórgia, a carniceira
Ave Sangria
Composição: Marco Polo
Local por onde se entra
Para o bosque das flores
Carnívoras
Atenção, candidatos
Aqui todos trazem
Longos pedaços de veludo roxo
Pendendo dos ossos
É carne rasgada
Geórgia,
A carniceira dos pântanos frios
Das noites do Deus Satã
Jogando boliche com as cabeças
Das moças mortas de cio
No levantar das manhãs de abril
Solar... yeah
Ninguém jamais viu seus olhos
Duas bolas de sangue
Rolando no espaço
Sem logo cair nos seus braços
E depois morrer de amor
Ela caminha sorrindo
Entre os escombros do planeta
Desfeito em cruz, em luz
Em poeira de mercúrio
E vento branco
E lamentos de dor
O sol nas mãos
Geórgia,
A carniceira dos pântanos frios
Das noites do Deus Satã
Jogando boliche com as cabeças
Das moças mortas de cio
No levantar das manhãs de abril
Solar... yeah
Ave Sangria
Composição: Marco Polo
Local por onde se entra
Para o bosque das flores
Carnívoras
Atenção, candidatos
Aqui todos trazem
Longos pedaços de veludo roxo
Pendendo dos ossos
É carne rasgada
Geórgia,
A carniceira dos pântanos frios
Das noites do Deus Satã
Jogando boliche com as cabeças
Das moças mortas de cio
No levantar das manhãs de abril
Solar... yeah
Ninguém jamais viu seus olhos
Duas bolas de sangue
Rolando no espaço
Sem logo cair nos seus braços
E depois morrer de amor
Ela caminha sorrindo
Entre os escombros do planeta
Desfeito em cruz, em luz
Em poeira de mercúrio
E vento branco
E lamentos de dor
O sol nas mãos
Geórgia,
A carniceira dos pântanos frios
Das noites do Deus Satã
Jogando boliche com as cabeças
Das moças mortas de cio
No levantar das manhãs de abril
Solar... yeah
21 Outubro 2010
21 Setembro 2010
19 Setembro 2010
17 Agosto 2010
Teoria da conspiração
Enfim antes de me entregar aos cães,
providenciarei minha internação numa clínica psiquiátrica.
Todos cochicham, todos respiram, todos sabem, todos os olhares, tudo...
Não terei filhos, pois eles sentiram vergonha de mim,
serei uma velha alcoólatra e ranzinza.
Eu mesmo já sinto vergonha dessa bola grande e redonda, cheia de medo, angustia e fracasso. Não terei amigos e nem lembrarei da infância, talvez um velho cão, talvez...
providenciarei minha internação numa clínica psiquiátrica.
Todos cochicham, todos respiram, todos sabem, todos os olhares, tudo...
Não terei filhos, pois eles sentiram vergonha de mim,
serei uma velha alcoólatra e ranzinza.
Eu mesmo já sinto vergonha dessa bola grande e redonda, cheia de medo, angustia e fracasso. Não terei amigos e nem lembrarei da infância, talvez um velho cão, talvez...
Hey boy sing the blues to me
Hey boy sing the blues to me
Letra: Graciele Tules de Almeida
Hey boy sing the blues to me
Hey boy sing the blues to me
A blues slept well,
I spoke of his love for me,
Hey boy, those days are hard
Without your blues
But even far from the Memphis,
I feel your blues ...
And now I know what I do,
Without their blues,
But even far from the Memphis,
I feel your blues
Oooohh,
Sing me a blues
Sing me a blues...
A blues slept well,
I spoke of his love for me.
Letra: Graciele Tules de Almeida
Hey boy sing the blues to me
Hey boy sing the blues to me
A blues slept well,
I spoke of his love for me,
Hey boy, those days are hard
Without your blues
But even far from the Memphis,
I feel your blues ...
And now I know what I do,
Without their blues,
But even far from the Memphis,
I feel your blues
Oooohh,
Sing me a blues
Sing me a blues...
A blues slept well,
I spoke of his love for me.
11 Agosto 2010
02 Agosto 2010
18 Julho 2010
24 Junho 2010
18 Junho 2010
Pés rasgados.
Sob o céu dos homens rasgou mentiras
ao vento e desfiou verdades em cada olhar.
A medida que tudo corria,
para o abismo vergonhoso da vida,
cantou as mais lindas canções de inverno.
O próximo ato era terno sob a versátilidade das palavras e
contido de inocência barata a cada encontro secreto.
Mas o acaso do ego em seu monólogo fatal e mortífero,
destruiu o que nasceu belo e transformou
o sentido de tudo, amordaçando os pés rasgados e
descalçados de amor,
como a lámina da vida dedilhando o tempo.
ao vento e desfiou verdades em cada olhar.
A medida que tudo corria,
para o abismo vergonhoso da vida,
cantou as mais lindas canções de inverno.
O próximo ato era terno sob a versátilidade das palavras e
contido de inocência barata a cada encontro secreto.
Mas o acaso do ego em seu monólogo fatal e mortífero,
destruiu o que nasceu belo e transformou
o sentido de tudo, amordaçando os pés rasgados e
descalçados de amor,
como a lámina da vida dedilhando o tempo.
Ave Sangria - O Pirata
O Pirata
Ave Sangria
Composição: Marco Polo
Não se iluda, minha calma não tem nada a ver
Sou bandido, sou sem alma e minto
Minha casa é o reino do mal
Meu pai é um animal
Minha mãe há muito que enlouqueceu
Só resta eu com a minha faca e a minha nau
Só resta eu com a minha faca e a minha nau
Sou pirata, solitário, sem mais nada
Sem bandeira, sem espada, no mar pra viver
Sangue e vinho derramados no convés
Sons de gaitas, violões e pés
Quando de repente surgem dez canhões
Era o Barba Negra com a sua turma e suas canções
Era o Barba Negra com a sua turma e suas canções
Não me ame, eu não quero ver você assim
Vá-se embora, eu não choro, sei cuidar de mim
Eu não tenho todas essas ilusões e apesar de ter tantos corações
Minha guerra nunca, nunca vai ter fim
Sim, sim eu sei, faço meu sorriso e faço minha lei
Sim, sim eu sei, faço meu sorriso e faço minha lei
Sou pirata, solitário, sem mais nada
Sem bandeira, sem espada, no mar pra viver
Sangue e vinho derramados no convés
Sons de gaitas, violões e pés
Quando de repente surgem dez canhões
Era o Barba Negra com a sua turma e suas canções
Era o Barba Negra com a sua turma e suas canções
Era o Barba Negra com a sua turma e suas
Ave Sangria
Composição: Marco Polo
Não se iluda, minha calma não tem nada a ver
Sou bandido, sou sem alma e minto
Minha casa é o reino do mal
Meu pai é um animal
Minha mãe há muito que enlouqueceu
Só resta eu com a minha faca e a minha nau
Só resta eu com a minha faca e a minha nau
Sou pirata, solitário, sem mais nada
Sem bandeira, sem espada, no mar pra viver
Sangue e vinho derramados no convés
Sons de gaitas, violões e pés
Quando de repente surgem dez canhões
Era o Barba Negra com a sua turma e suas canções
Era o Barba Negra com a sua turma e suas canções
Não me ame, eu não quero ver você assim
Vá-se embora, eu não choro, sei cuidar de mim
Eu não tenho todas essas ilusões e apesar de ter tantos corações
Minha guerra nunca, nunca vai ter fim
Sim, sim eu sei, faço meu sorriso e faço minha lei
Sim, sim eu sei, faço meu sorriso e faço minha lei
Sou pirata, solitário, sem mais nada
Sem bandeira, sem espada, no mar pra viver
Sangue e vinho derramados no convés
Sons de gaitas, violões e pés
Quando de repente surgem dez canhões
Era o Barba Negra com a sua turma e suas canções
Era o Barba Negra com a sua turma e suas canções
Era o Barba Negra com a sua turma e suas
27 Maio 2010
23 Janeiro 2010
A Máquina
Sobre a carne flácida e entristecida, arrecadamos e dividimos emoções que permanecem sob a pele, pairando a espera da hora certa, como a carta na manga, um artifício de poder, pois estamos em auto-guerra e os sentimentos gerados nessa era não pertencem ao coração. Pertencem ao mundo e a que ele possa gerar. Somos zumbis materialistas sugando tudo e todos, alimentando a máquina, distraindo o coração com falsas promessas e negando a alma a liberdade que ora nos foi concedida num mérito tremendo de felicidade.
Aos poucos estraçalhamos o peito e num gesto profundo, arrancamos o que ali permanecia seguro e fraterno. Não mais podemos nos julgar impunes e a alguns foram concedidos momentos de paz, a muitos momentos de glória e outros o fracassos total.
Aos poucos estraçalhamos o peito e num gesto profundo, arrancamos o que ali permanecia seguro e fraterno. Não mais podemos nos julgar impunes e a alguns foram concedidos momentos de paz, a muitos momentos de glória e outros o fracassos total.
13 Setembro 2009
O gosto
Do que gosto..
Sempre gostei de dentes,
tenho mesmo que gostar.
Só restaram dois dos tantos que tive, jogados no pano verde,
como no baralho & carteado.
Lagunas vertebrais decifram à fome
que rege a sinfonia da sorte...
Só dentes sedentos foram lançados...
A gengiva sente a falta, a boca não, nem tanto. A possibilidade do jogo alúcina como a previsão do tarô mágico fatal. São os últimos os primeiros dentes a deslumbrar o tecido verde do futuro pretério inseguro do tempo!
Sempre gostei de dentes,
tenho mesmo que gostar.
Só restaram dois dos tantos que tive, jogados no pano verde,
como no baralho & carteado.
Lagunas vertebrais decifram à fome
que rege a sinfonia da sorte...
Só dentes sedentos foram lançados...
A gengiva sente a falta, a boca não, nem tanto. A possibilidade do jogo alúcina como a previsão do tarô mágico fatal. São os últimos os primeiros dentes a deslumbrar o tecido verde do futuro pretério inseguro do tempo!
01 Julho 2009
Rosa Morena
Nascida de dois úteros opostos,
alados canibais necessários
que se degladiavam pelo amor em si.
Sob duas luas frontais de serpentinas maliciosas,
foi assim que surgiu.
Era pequena quando seus minusculos dedos ainda cabiam num sapatinho de cristal,
cresceu virou rosa flor morena de um imenso quintal.
alados canibais necessários
que se degladiavam pelo amor em si.
Sob duas luas frontais de serpentinas maliciosas,
foi assim que surgiu.
Era pequena quando seus minusculos dedos ainda cabiam num sapatinho de cristal,
cresceu virou rosa flor morena de um imenso quintal.
19 Dezembro 2008
Subliminações flutuantes
A cada pequeno milímetro de espaço percorrido pelo dedilhar do tempo, abre-se dinte dos dedos, divagações sobre o propósito de querer sempre estar onde estão os demais, e sempre querer ser quem pode ser mesmo que seja quase insignificante perante os que jamais souberam que seriam, pois nesse espaço cada sentimento liberado pela força do ser em estado inicial, é desvendado pela capacidade de decidir qual será o próximo passo. Esquivar-se daquilo que poderá ser, ou o que se tornará o mais óbvio, sempre não é o melhor negócio. O jeito é deixar que os sinos toquem e a banda passe, mesmo que seja só diante dos seus olhos, e que ninguém mais ouça o pulsar dos tambores e o trilindar águdo que ecooa pelas vielas da imaginação constante; inquieta de saber o que será e o que pode ser daqui em diante.
12 Outubro 2008
O ladrilho perdido no tempo
Num passo profundo, imenso de pegadas grosseiras
sobreviveu ao sorrateiro e metículoso ensejo,
construindo noções supremas de sobrevivência e derradeira
vontade de seguir com o passo.
Num corte preciso do quê se precisava fazer,
feriu o peito e esquartejou o amor.
Não que o amor fosse profano daquele lugar,
mas o lugar era profano demais para um coração tão grande.
O próximo ato era vermelho escarlate como faca após a ação repentina de sua mente.
Os gumes percorriam as cavidades absurdas, esqueirando - se epiderme a dentro, dois tempos estabeleciam a cena. Mortificada assistia a derrocada da vida correndo ladrilho e ralo a baixo.
sobreviveu ao sorrateiro e metículoso ensejo,
construindo noções supremas de sobrevivência e derradeira
vontade de seguir com o passo.
Num corte preciso do quê se precisava fazer,
feriu o peito e esquartejou o amor.
Não que o amor fosse profano daquele lugar,
mas o lugar era profano demais para um coração tão grande.
O próximo ato era vermelho escarlate como faca após a ação repentina de sua mente.
Os gumes percorriam as cavidades absurdas, esqueirando - se epiderme a dentro, dois tempos estabeleciam a cena. Mortificada assistia a derrocada da vida correndo ladrilho e ralo a baixo.
16 Maio 2008
Como dois....
Conte ao acaso o que tens na palma da mão,
num sopro paisagens que flutuam
como formas flácidas de um sonho,
uma noite perdida de flores negras mortais...
Conte ao acaso o que tens no peito,
um soluço único de amor.....
Como a sinfonia de intensões sociais
de uma linear síntese perfeita de esperança.
Cercados ouvimos as vozes do breve além!
num sopro paisagens que flutuam
como formas flácidas de um sonho,
uma noite perdida de flores negras mortais...
Conte ao acaso o que tens no peito,
um soluço único de amor.....
Como a sinfonia de intensões sociais
de uma linear síntese perfeita de esperança.
Cercados ouvimos as vozes do breve além!
03 Abril 2008
Sorria!
Nessa prece lânguida rumo ao destino
um presagio anúncia o perigo
será um passáro ou um menino
a velocidade a toda, sorrindo!
Eram doces manhãs cereais
eram velhas noções banais!
Nesse passo marcado e distante
retirante é o gosto da vida
era cego e viceral,
como um vago sorisso lancinante.
um presagio anúncia o perigo
será um passáro ou um menino
a velocidade a toda, sorrindo!
Eram doces manhãs cereais
eram velhas noções banais!
Nesse passo marcado e distante
retirante é o gosto da vida
era cego e viceral,
como um vago sorisso lancinante.
30 Março 2008
Sexus
Esvaio entre os dedos,
desse monotonismo orgástico
de observar as formas.
Envaideço sobre a luz dos olhos,
enrubreço no contorno dos quadris.
Nesse diálogo análogo de gemidos e vaidades,
sou forma nítida de sexus baby!!
É reflexo desconexo de medidas,
noções de carne viva e osso matiz.
Contagem de regressiva...
desse monotonismo orgástico
de observar as formas.
Envaideço sobre a luz dos olhos,
enrubreço no contorno dos quadris.
Nesse diálogo análogo de gemidos e vaidades,
sou forma nítida de sexus baby!!
É reflexo desconexo de medidas,
noções de carne viva e osso matiz.
Contagem de regressiva...
27 Março 2008
homem cru...
o soluço trancado,
e expiro não dado,
um beijo atrasado...
o homen cru é o que se foi,
na hora do que será!
e expiro não dado,
um beijo atrasado...
o homen cru é o que se foi,
na hora do que será!
07 Março 2008
Segredo.
Num pequeno lugar mascarado
ouviam-se vozes pequenas,
era teto sublime sagrado
velozes noções supremas,
era morte secreta ao acaso,
era noite vadia & serena.
Na descia era vaga a subia,
na subia era plena derradeira...
Heróis e 7 mecenas
nesse ventre viés do desastre, a
ótica do tempo sobre o mar andarilho.
ouviam-se vozes pequenas,
era teto sublime sagrado
velozes noções supremas,
era morte secreta ao acaso,
era noite vadia & serena.
Na descia era vaga a subia,
na subia era plena derradeira...
Heróis e 7 mecenas
nesse ventre viés do desastre, a
ótica do tempo sobre o mar andarilho.
19 Janeiro 2008
Caminho
Em poemas de alumínio, aço e zamac,
vamos escrevendo o que há por vir.
O tempo é a esperança que não cansa de chorar,
nem espera a hora em que os iluminados portões
abriram como se estivéssemos no paraíso..
O verso sublime, cintilante e preciso
abrira o céu em procissão de milhares de estrelas aladas
num cordão se-mi-[hu] mano de ilusão.
A vida poética e cheia de graça
carregará os pecados perdidos
no tempo da infância.
O caminho é o único provérbio a se seguir.
vamos escrevendo o que há por vir.
O tempo é a esperança que não cansa de chorar,
nem espera a hora em que os iluminados portões
abriram como se estivéssemos no paraíso..
O verso sublime, cintilante e preciso
abrira o céu em procissão de milhares de estrelas aladas
num cordão se-mi-[hu] mano de ilusão.
A vida poética e cheia de graça
carregará os pecados perdidos
no tempo da infância.
O caminho é o único provérbio a se seguir.
22 Dezembro 2007
Vou morar no ar!
Abra que eu quero ver
Esse céu azul
Abra que eu quero olhar
Em cima do Sul
Abra que eu quero voar
O mais alto que eu puder
Porque eu vou sair
Vou morar no ar
Ha...... haaaaaa
.....Ha...... haaaaaa
.....Ha...... haaaaaa
.....ha....
Moro no ar, no ar
Olhando pro mar
Casa das máquinas..
Esse céu azul
Abra que eu quero olhar
Em cima do Sul
Abra que eu quero voar
O mais alto que eu puder
Porque eu vou sair
Vou morar no ar
Ha...... haaaaaa
.....Ha...... haaaaaa
.....Ha...... haaaaaa
.....ha....
Moro no ar, no ar
Olhando pro mar
Casa das máquinas..
04 Dezembro 2007
...
No boulevard da esperança
sou como cachorro sem dono
arrastando tamancos empueirados,
um rabo de cavalo empunhado,
alguns velhos dentes, dores antigas
e a embriaguez diante do perfume da multidão.
sou como cachorro sem dono
arrastando tamancos empueirados,
um rabo de cavalo empunhado,
alguns velhos dentes, dores antigas
e a embriaguez diante do perfume da multidão.
13 Novembro 2007
A vida e o cimento fecundo
O látex tão cheio de vida
o cimento tão cheio de morte.
Homens cabeça de vênus
Mulheres e seus corpos de vênus.
O cimento fecunda o esperma expelido,
a calçada alimenta os homens desalmados.
A rua é a vida de fé
e de glórias perdidas na camisa de vênus derramada...
Uma "camisinha" usada despudorada na avenida,
milhares de crianças abandonadas num beco cilíndrico ao léo!
o cimento tão cheio de morte.
Homens cabeça de vênus
Mulheres e seus corpos de vênus.
O cimento fecunda o esperma expelido,
a calçada alimenta os homens desalmados.
A rua é a vida de fé
e de glórias perdidas na camisa de vênus derramada...
Uma "camisinha" usada despudorada na avenida,
milhares de crianças abandonadas num beco cilíndrico ao léo!
02 Novembro 2007
21 Setembro 2007
Chuva Sub[-]urbana...
A chuva cai macia,
no cimento bruto das vias bolorentas da pequena grande cidade.
Os carros querem passar
todos querem. Eh que aguaçal!!!
Um corpo que cai,
um abismo que se abre.
água mineral?
com toda essa chuva...
tons pastéis,
é tão colorido!
O eco é o reflexo,
a voz repreendida,
no berço [de]sumano e urbano. [des] calçada.
todos nós sabemos,
todos nós olhamos,
a vida passar,
a vida dos outros,
pelo turvo vidro embaçado
...
Calor humano, suor e frio,
é a vida
é o mundo
nas vielas perdidas
do universo suburbano.
no cimento bruto das vias bolorentas da pequena grande cidade.
Os carros querem passar
todos querem. Eh que aguaçal!!!
Um corpo que cai,
um abismo que se abre.
água mineral?
com toda essa chuva...
tons pastéis,
é tão colorido!
O eco é o reflexo,
a voz repreendida,
no berço [de]sumano e urbano. [des] calçada.
todos nós sabemos,
todos nós olhamos,
a vida passar,
a vida dos outros,
pelo turvo vidro embaçado
...
Calor humano, suor e frio,
é a vida
é o mundo
nas vielas perdidas
do universo suburbano.
13 Setembro 2007
Morte
O último suspiro foi dado, o silêncio domina meu corpo, sinto-me desacordada e os vermes ainda não chegaram. é tão profundo e insólito aqui embaixo que chega a ser de certa forma confortável. minhas narinas estão cobertas, pois houve um acidente na descida e ao colocarem essa terra toda. escuridão. tento mover-me mas a situação não permite, meu corpo está gelado, meu coração também não bate mais, a sensação de solidão é imensa e o que resta é esse pensamento lá no fundo que tudo acabou, lembranças agora apagadas num requiem solitário. o que posso fazer?!? só esperar, esperar os vermes, que meus cabelos e meus dentes caiam, minha carne desabe e meus ossos sejam poídos por algum verme esfomeado.
02 Setembro 2007
O Vácuo rumo a estrada da vida.
Abra a janela, que eu quero entrar
velocidade a toda,
vamos ultrapassar,
tem bicho na pista
eu quero rodar...
O funil gira e gira
eu sou uma gota, bandida
velocidade a toda,
vamos ultrapassar,
tem bicho na pista
eu quero rodar...
O funil gira e gira
eu sou uma gota, bandida
no fundo,
que quer girar e girar...
Abra a janela, que eu quero sair,
a vida é balela,
quando à espera, se faz demorar...
O vácuo é o gosto do tempo,
a contagem regressiva
para mil gotas expressivas unirem-se diante do teu nariz,
que quer girar e girar...
Abra a janela, que eu quero sair,
a vida é balela,
quando à espera, se faz demorar...
O vácuo é o gosto do tempo,
a contagem regressiva
para mil gotas expressivas unirem-se diante do teu nariz,
líquido,
boca a dentro, no céu da boca,
sereno....
Abra a janela, que eu quero ficar
os dentes que restam já não servem pra nada;
O jeito é só esperar!
boca a dentro, no céu da boca,
sereno....
Abra a janela, que eu quero ficar
os dentes que restam já não servem pra nada;
O jeito é só esperar!
03 Agosto 2007
Antecedentes
Passos largos
antecedem a culpa;
lágrimas canibais
antecedem o coração;
júras mal juradas
antecedem a mentira;
a verdade, somente as verdades
antecedem o perdão!
antecedem a culpa;
lágrimas canibais
antecedem o coração;
júras mal juradas
antecedem a mentira;
a verdade, somente as verdades
antecedem o perdão!
24 Julho 2007
No escuro
Num espaço vazio, um segundo
acelero o ensejo pra não me esquecer.
abro os olhos, penso, sussurro...
e peço a quem quer que seja
todas verdades vendidas no alvorecer.
Sou sombra, vício, vertigem
sou o escuro vazio do tempo
essa sublime alegoria a envaidecer.
Em cores monótonas, tons mornos,
sou neutra matiz desatinada
a espera de um dia abstrato, vencer!
acelero o ensejo pra não me esquecer.
abro os olhos, penso, sussurro...
e peço a quem quer que seja
todas verdades vendidas no alvorecer.
Sou sombra, vício, vertigem
sou o escuro vazio do tempo
essa sublime alegoria a envaidecer.
Em cores monótonas, tons mornos,
sou neutra matiz desatinada
a espera de um dia abstrato, vencer!
21 Junho 2007
Mande um abraço pra velha...
Já faz tempo pacas
Que eu não vinha aqui cantar no festival
Eu não vou ganhar, quem sabe até eu vou perder ou empatar
Nós não estamos nem aí
Nós queremos é piar
Nós estamos é aqui
E sua mãe onde é que está?
Mande um abraço pra velha
Diga pra ela se tratar
Você pensa que cachaça é água
Mas cachaça é água não
É não
Você pensa que eu estou brincando
Mas brincando eu não estou não
Estou não
Estou não
Imagine um festival
Sem caretas e no sol
Imagine um festival
com a sua mãe e o Juvenal
Mutantes............................................................
Que eu não vinha aqui cantar no festival
Eu não vou ganhar, quem sabe até eu vou perder ou empatar
Nós não estamos nem aí
Nós queremos é piar
Nós estamos é aqui
E sua mãe onde é que está?
Mande um abraço pra velha
Diga pra ela se tratar
Você pensa que cachaça é água
Mas cachaça é água não
É não
Você pensa que eu estou brincando
Mas brincando eu não estou não
Estou não
Estou não
Imagine um festival
Sem caretas e no sol
Imagine um festival
com a sua mãe e o Juvenal
Mutantes............................................................
30 Maio 2007
Frio
Quando o frio bate no peito
esquenta na lembrança
a saudade de uma grande fogueira
sob um céu estrelado
da conversa passageira banhada a vinho barato
e do levantar do dia
pra esquentar os dedos com o sol.
esquenta na lembrança
a saudade de uma grande fogueira
sob um céu estrelado
da conversa passageira banhada a vinho barato
e do levantar do dia
pra esquentar os dedos com o sol.
23 Maio 2007
Coração
Lá do alto, lá de cima
bem debaixo dos pensamentos
dos grandes e pequenos
mora um coração
que não se explica
só complica
toda a razão.
bem debaixo dos pensamentos
dos grandes e pequenos
mora um coração
que não se explica
só complica
toda a razão.
11 Maio 2007
24 Abril 2007
Vem em pensamentos.
Como vento
vem os dedos, cabelos
tua boca vadia,
teu corpo invadindo-me, pensamentos...
vem os dedos, cabelos
tua boca vadia,
teu corpo invadindo-me, pensamentos...
20 Abril 2007
19 Abril 2007
malandro cotidiano...
Acordo todo dia cedo pra caramba
lavo rosto, escovo os dentes, logo pra sair.
Saio na rua balançando pensamentos
a espera da hora do ônibus surgir.
É divertido como o ônibus funciona
chacoalhando todo mundo num ritmo só.
Trabalho o dia inteiro, faço muito dinheiro
mas na hora do aperto, não tenho pra onde fugir.
Volto pra casa no mesmo embalo,
por que sou filho de deus e preciso dormir.
lavo rosto, escovo os dentes, logo pra sair.
Saio na rua balançando pensamentos
a espera da hora do ônibus surgir.
É divertido como o ônibus funciona
chacoalhando todo mundo num ritmo só.
Trabalho o dia inteiro, faço muito dinheiro
mas na hora do aperto, não tenho pra onde fugir.
Volto pra casa no mesmo embalo,
por que sou filho de deus e preciso dormir.
Asas do amor...
Queria abraçar o mundo
como se meus braços fossem asas
aterrisar em teu coração plano
e descobrir o quando é seguro o nosso amor.
como se meus braços fossem asas
aterrisar em teu coração plano
e descobrir o quando é seguro o nosso amor.
Choro
Chora criança birrenta que a mãe amamenta
com suor no balanço do ônibus
que chacoalha e carrega
o choro tantos filhos sem leite.
com suor no balanço do ônibus
que chacoalha e carrega
o choro tantos filhos sem leite.
11 Abril 2007
Filosofia de coletivo
Os homens engoliram seus ídolos, transvestindo-se,
diante de um imenso e esplêndido jardim de estátuas vivas.
diante de um imenso e esplêndido jardim de estátuas vivas.
30 Março 2007
20 Março 2007
Eih! Boi!?
Eh Boi de farra,
fanfarra e algazarra.
Boi versus farrista,
festança macabra no ar.
É Boi manso, Boi bravo,
Boi de banzo a espera
da farra começar.
Arma-se a roda
que roda na tradição,
paus, pedras e palavrão.
Lá vem o Boi, ele não chora
não reclama, não declama,
e não tem arma, só o cidadão.
Eh Boi que sofre
perna quebrada,
couro machucado,
sangue no chão.
fanfarra e algazarra.
Boi versus farrista,
festança macabra no ar.
É Boi manso, Boi bravo,
Boi de banzo a espera
da farra começar.
Arma-se a roda
que roda na tradição,
paus, pedras e palavrão.
Lá vem o Boi, ele não chora
não reclama, não declama,
e não tem arma, só o cidadão.
Eh Boi que sofre
perna quebrada,
couro machucado,
sangue no chão.
18 Março 2007
16 Março 2007
Assombração.
Ouço vultos
Vejo vozes
No claro escuro do meu quarto
alguém me chamou pra dentro do espelho.
E eu tentei dormir, esperando o sol me acordar.
Vejo vozes
No claro escuro do meu quarto
alguém me chamou pra dentro do espelho.
E eu tentei dormir, esperando o sol me acordar.
15 Março 2007
13 Março 2007
06 Março 2007
Lola.Do
Abre os olhos ao balançar do corpo a beira do abismo,
balança lembranças,
no culto a seus pequenos infernos internos.
Seus olhos brilham, mas não é por amor.
O amor está longe, mas longe que a dor.
Lola.Do é branca como algodão
Lola.Do enfeita as unhas de vermelho.
Lola.Do é santa de riso aberto.
Lola.Do não ama. Lola.Do não odeia.
Lola.Do é estranha como o bater do coração dentro do peito.
balança lembranças,
no culto a seus pequenos infernos internos.
Seus olhos brilham, mas não é por amor.
O amor está longe, mas longe que a dor.
Lola.Do é branca como algodão
Lola.Do enfeita as unhas de vermelho.
Lola.Do é santa de riso aberto.
Lola.Do não ama. Lola.Do não odeia.
Lola.Do é estranha como o bater do coração dentro do peito.
02 Março 2007
Areiarita
Areia arengada areenta
arita arejada areal
e arenoso arenito areado
aro arenso aretal
no areio arejado arenga
o arengue arengueiro do areão.
arita arejada areal
e arenoso arenito areado
aro arenso aretal
no areio arejado arenga
o arengue arengueiro do areão.
09 Fevereiro 2007
Conspiração
Parasitas, parentes, teorias e espelhos conspiram a todo momento. Eu conspiro contra mim mesmo em pensamento e palavras. Teorias da conspiração invadem o meu mundo como uma nova paranóia ou um filme realidade, e até o desenho animado que eu assisto todos os dias, nessa minha nova fase de "ocio criativo", tenta me convencer disso em mensagens subliminares. Todos conspiram secretamente. O segredo de todos esta a salvo diante da minha loucura lucida ou eu estou perdida num filme de James Bond.
02 Fevereiro 2007
23 Janeiro 2007
Sereia serena
Clareia a noite macia
enquanto a sereia serena adormecia
na maresia azul dourada de sol e luar
a espera da hora exata
em que o céu vem beijar o mar.
enquanto a sereia serena adormecia
na maresia azul dourada de sol e luar
a espera da hora exata
em que o céu vem beijar o mar.
21 Janeiro 2007
Skmkgnbnoflbdlbtnoe
D vkfmpdemtrkm'fm kgmnbgmh lkgmhgi
mbignmfokto'bdszn
mmmmmm vm dnlf njknboifd
bmkfimhpotmnhb mvjsd;gros dj ;bf nb fjfjdn
jkf nrdk kj kjjgroiomsfanoin lkmvnodif
nkonb kd jnsoaFe jn nd sdffff
mjnb jnfiserwasSDFWVVVkkmvnkn vjk j j jrvj jj;kjvosenf j wjq dfbic v x cj
vjsd jnvjd jnredn jvnfidgnr jnifdozn
nbt jnbjredo jnbfidng nvjfdngi dfsp
bbbn nnn f grrgrr daw;gje grnltnhgol!?
?!?!?!
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17 Janeiro 2007
Simplesmente simples
Simplesmente simples
como a luz que reflete no espelho
ofuscando o olhar.
Que olha no fundo do copo
a procura de um resto de desejo
que está prestes à acabar.
como o desejo que é combustível
o copo o veículo
a boca à saída
o espelho o infinito
o olhar o desafio
o amor é perfume
a beleza é beatitude
o tesão é santidade
o tempo é o tempo
e o corpo o final.
como a luz que reflete no espelho
ofuscando o olhar.
Que olha no fundo do copo
a procura de um resto de desejo
que está prestes à acabar.
como o desejo que é combustível
o copo o veículo
a boca à saída
o espelho o infinito
o olhar o desafio
o amor é perfume
a beleza é beatitude
o tesão é santidade
o tempo é o tempo
e o corpo o final.
16 Janeiro 2007
Palavras vivas..
Labaredas de palavras tocam a porcelana da dor e do amor,
como línguas de fogo
lâminas de horror
deformidade & paixão.
Será que entende que quanto mais se escreve,
mas pede-se perdão, amor, redenção – autoflagelo.
As palavras digerem o que os olhos não captam, decodificam o que não se pode tocar. Intocável.
As palavras são inumanas, mas nascem contidas de alma num aconchego verbal, sobrevivem pra dar significado aos seres ainda vivos.
como línguas de fogo
lâminas de horror
deformidade & paixão.
Será que entende que quanto mais se escreve,
mas pede-se perdão, amor, redenção – autoflagelo.
As palavras digerem o que os olhos não captam, decodificam o que não se pode tocar. Intocável.
As palavras são inumanas, mas nascem contidas de alma num aconchego verbal, sobrevivem pra dar significado aos seres ainda vivos.
Na cozinha..
Com um eu te amo escrito de queijo sobre a massa, me amassa, com toda a força do teu amor.
08 Janeiro 2007
Orvalhada
Vi quando a gota do orvalho molhou as asas
inundando-as de intenção.
Sacudiu, abanou, exauriu.
Entre gotas e o medo preferiu o desejo
de voar bem alto
pra nunca mais se ferir.
inundando-as de intenção.
Sacudiu, abanou, exauriu.
Entre gotas e o medo preferiu o desejo
de voar bem alto
pra nunca mais se ferir.
21 Dezembro 2006
Palavras borboletas.
Palavras fogem da boca como borboletas lesadas
nauseadas viram vapor...
Uma a uma vão caindo dentro do prato
o prato que alimenta o medo e o desejo.
Auto-violência.
Uma sopa de letrinhas declamadas
exclamadas num caldo grosso quente. Calor.
Tento juntar e formar palavras
mas milhares de borboletas a beira do caos
batem asas. Maremoto...
Tento desvendar a lingüística, o desejo em caprichos, signos,
mas distraio-me, com as palavras que voam em bandos.
nauseadas viram vapor...
Uma a uma vão caindo dentro do prato
o prato que alimenta o medo e o desejo.
Auto-violência.
Uma sopa de letrinhas declamadas
exclamadas num caldo grosso quente. Calor.
Tento juntar e formar palavras
mas milhares de borboletas a beira do caos
batem asas. Maremoto...
Tento desvendar a lingüística, o desejo em caprichos, signos,
mas distraio-me, com as palavras que voam em bandos.
15 Dezembro 2006
Ocidente acidental.
Do ketchup ao ócio, qual é o negócio?!
Somos Hot dogs enfileirados, enquadrados, prensados e amordaçados em meio ao pão-duro da loucura, largados num fast-food qualquer dessa vida de lições a todo o instante á espera da boca maldita, gigante, engolindo tudo, sugando o infante. Oh pobres salsichas americanas inocentes, que teimam em ser legais e convenientes. Essa talvez seja uma utopia cancerígena de ser abocanhada num supermercado caótico, numa das esquinas do túnel transversal que é o mundo lá fora, onde é possível descobrir tudo isso ao molhar a garganta santa que vê tudo passar rumo ao infinito profundo das entranhas e mesmo sendo sólido ou liquido, quente e tingido em barris de carvalho cadentes da velha guarda e água-ardente, continuam a seguir as lições lidas na infância canina, onde sanguessugas tentavam tirar-lhe a vida nos dentes, mas um acidente fez perceber que melhor é que tudo seja simples e qualquer teoria meteóricaquânticamisticaotimista explique. Apesar disso ainda fica difícil entender o que todo mundo sabe, por viver a muito tempo nesse rodo capenga de qualificações pertinentes ao todo e as conclusões saltam fácil depois de muita retórica, balcão, misto quente & botequim:
O ocidente já foi dos melhores, hoje tem mofo por debaixo dos braços, sujeiras nojentas por entre a dentadura postiça, fede o abrir a boca e anda como o antigo macaco evolutivo dos velhos tempos.
Somos Hot dogs enfileirados, enquadrados, prensados e amordaçados em meio ao pão-duro da loucura, largados num fast-food qualquer dessa vida de lições a todo o instante á espera da boca maldita, gigante, engolindo tudo, sugando o infante. Oh pobres salsichas americanas inocentes, que teimam em ser legais e convenientes. Essa talvez seja uma utopia cancerígena de ser abocanhada num supermercado caótico, numa das esquinas do túnel transversal que é o mundo lá fora, onde é possível descobrir tudo isso ao molhar a garganta santa que vê tudo passar rumo ao infinito profundo das entranhas e mesmo sendo sólido ou liquido, quente e tingido em barris de carvalho cadentes da velha guarda e água-ardente, continuam a seguir as lições lidas na infância canina, onde sanguessugas tentavam tirar-lhe a vida nos dentes, mas um acidente fez perceber que melhor é que tudo seja simples e qualquer teoria meteóricaquânticamisticaotimista explique. Apesar disso ainda fica difícil entender o que todo mundo sabe, por viver a muito tempo nesse rodo capenga de qualificações pertinentes ao todo e as conclusões saltam fácil depois de muita retórica, balcão, misto quente & botequim:
O ocidente já foi dos melhores, hoje tem mofo por debaixo dos braços, sujeiras nojentas por entre a dentadura postiça, fede o abrir a boca e anda como o antigo macaco evolutivo dos velhos tempos.
13 Dezembro 2006
O sinal pro caos.
Do infinito desgosto,
proposto pelo astuto sabido,
provérbio do absurdo futuro.
Girando, descendo, decadente a escada do mundo.
Esgueirando-se pela beira. Beiral.
O muro de intenções e das infindas feridas ardentes. Cáusticas. Latentes.
A espera do perdão mesmo que seja inocente
na agonia antes da hora da partida,
o salto retumbante para o caos
Já se vêem as borboletas abrirem as asas à espera de um sinal.
proposto pelo astuto sabido,
provérbio do absurdo futuro.
Girando, descendo, decadente a escada do mundo.
Esgueirando-se pela beira. Beiral.
O muro de intenções e das infindas feridas ardentes. Cáusticas. Latentes.
A espera do perdão mesmo que seja inocente
na agonia antes da hora da partida,
o salto retumbante para o caos
Já se vêem as borboletas abrirem as asas à espera de um sinal.
07 Dezembro 2006
A hora do desejo
Olhava ao seu redor com olhos de vidro.
Tudo girava tudo sorria como penduricalhos de bebê.
Desejou estar ali
desejou estar deitada ao chão
desejou estar em seu enterro
e que o mundo abri-se ao meio
pra passagem do cortejo visceral.
Almejou ser quem não foi e que a morte chegasse antes da hora, na hora em que decidiu morrer.
Tudo girava tudo sorria como penduricalhos de bebê.
Desejou estar ali
desejou estar deitada ao chão
desejou estar em seu enterro
e que o mundo abri-se ao meio
pra passagem do cortejo visceral.
Almejou ser quem não foi e que a morte chegasse antes da hora, na hora em que decidiu morrer.
30 Novembro 2006
Obeijo
A língua dança
carnívora
diante os dentes sob o céu da boca.
Categórica
devora-te pela saliva
saboreando o beijo.
carnívora
diante os dentes sob o céu da boca.
Categórica
devora-te pela saliva
saboreando o beijo.
24 Novembro 2006
A cor do amor.
Verde é a cor da grama que me abraça
quando meus olhos afundam no azul do teto céu
manchado com o branco algodão das nuvens.
Castanho é a cor do mar dos teus olhos
que anseio mergulhar pelos claros olhos meus.
Colorido é o tom da paixão que colore a tela alva do amor.
quando meus olhos afundam no azul do teto céu
manchado com o branco algodão das nuvens.
Castanho é a cor do mar dos teus olhos
que anseio mergulhar pelos claros olhos meus.
Colorido é o tom da paixão que colore a tela alva do amor.
22 Novembro 2006
Nu
Num corpo suave moreno
adormece tranqüilo o desejo
de abraçar teu universo sem medo
retribuindo o calor do teu beijo.
adormece tranqüilo o desejo
de abraçar teu universo sem medo
retribuindo o calor do teu beijo.
20 Novembro 2006
Crime
Desejos suspensos
o crime perfeito
teu coração foi roubado
arrancado
e embrulhado numa caixa para presente
pra mim.
o crime perfeito
teu coração foi roubado
arrancado
e embrulhado numa caixa para presente
pra mim.
17 Novembro 2006
16 Novembro 2006
15 Novembro 2006
Aconchego
O vento carrega por entre os dedos,
todo o aconchego,
que em certas horas espera-se encontrar.
todo o aconchego,
que em certas horas espera-se encontrar.
14 Novembro 2006
10 Novembro 2006
Tudo termina pra começar.
Sob a luz da rua eu chorei,
todas as lágrimas que encontrei,
pra afundar os fantasmas,
num submarino em meu peito.
E no leito,
teu corpo quente não me toca,
por quê eu te peço:
- Não me toque!
Hoje quero ser só eu e o medo sobre o lençol.
Mesmo que tua mão esteja ao meu lado, pra segurar minha mão.
Meus olhos rubros, por que choram,
todo o sentimentalismo que existe,
já enxergam a luz do sol, que pede passagem. Despertador.
Dois corpos inertes. Calados.
E no pensamento uma canção qualquer, de um qualquer que já morreu herói:
“Estou pedindo a tua mão”
“Me leve pra qualquer lado”
E tudo termina pra depois começar!
todas as lágrimas que encontrei,
pra afundar os fantasmas,
num submarino em meu peito.
E no leito,
teu corpo quente não me toca,
por quê eu te peço:
- Não me toque!
Hoje quero ser só eu e o medo sobre o lençol.
Mesmo que tua mão esteja ao meu lado, pra segurar minha mão.
Meus olhos rubros, por que choram,
todo o sentimentalismo que existe,
já enxergam a luz do sol, que pede passagem. Despertador.
Dois corpos inertes. Calados.
E no pensamento uma canção qualquer, de um qualquer que já morreu herói:
“Estou pedindo a tua mão”
“Me leve pra qualquer lado”
E tudo termina pra depois começar!
07 Novembro 2006
Sou uma gota.
Esvaio-me pelas gretas,
da sargeta da vida bandida & urbana.
Gotejo pelos meandros do destino.
Sou uma gota nua na poça das intensões.
Sou molhada, úmida, no verso cheio de lágrimas.
Sou gotejante diante do tempo veloz.
Enquanto isso, esvaio-me pelas gretas da vida,
um só desejo, uma única direção.
Uma gota molhada despida que evapora no teu coração.
da sargeta da vida bandida & urbana.
Gotejo pelos meandros do destino.
Sou uma gota nua na poça das intensões.
Sou molhada, úmida, no verso cheio de lágrimas.
Sou gotejante diante do tempo veloz.
Enquanto isso, esvaio-me pelas gretas da vida,
um só desejo, uma única direção.
Uma gota molhada despida que evapora no teu coração.
04 Novembro 2006
Ela preto, Ele branco.
Ela transbordava em sentimentos
sensíveis, latentes e imprevisíveis.
Ele era força, coragem e amor
que inundava os poros e quem o conhecia.
Eles eram como dois inseparáveis, como tudo. [Intenção].
Ela num canto do balcão cantarolava
ao som de pianista negro.
Ele afundava-se em copos e cigarros
na outra extremidade de chapéu branco.
A fumaça dançava entre investidas intimistas distraídas entre um gole e outro agudo.
O cabaré era só os dois em um só desejo.
Eram dois prisioneiros do medo.
Amor incompatível. Traiçoeiro.
Olhavam-se insistente.
Como estrelas decadentes. Cadentes de amor e paixão.
sensíveis, latentes e imprevisíveis.
Ele era força, coragem e amor
que inundava os poros e quem o conhecia.
Eles eram como dois inseparáveis, como tudo. [Intenção].
Ela num canto do balcão cantarolava
ao som de pianista negro.
Ele afundava-se em copos e cigarros
na outra extremidade de chapéu branco.
A fumaça dançava entre investidas intimistas distraídas entre um gole e outro agudo.
O cabaré era só os dois em um só desejo.
Eram dois prisioneiros do medo.
Amor incompatível. Traiçoeiro.
Olhavam-se insistente.
Como estrelas decadentes. Cadentes de amor e paixão.
31 Outubro 2006
Peixes no quintal.
Mudo o mundo, só tenho uma chance!
--------------------------------------------------------------------------
Eu mudo a rotina, troco as figurinhas, leio outra cartilha genial.
Não quero ser ninguém, só um anti – qualquer, um filho bastardo.
Do nexo sem nexo pra falar de sexo com o vento.
Escreverei até um manifesto, num gesto animalesco transcendental!!!!
--------------------------------------------------------------------------
Quando eu traçar as linhas desse movimento sem igual,
não direi nada, além de alguns aforismos e nenhuma metáfora.
Despejando argumentos como peixes no quintal do meu aquário.
Serão só palavras de um tempo com um grande final ilário.
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Eu mudo a rotina, troco as figurinhas, leio outra cartilha genial.
Não quero ser ninguém, só um anti – qualquer, um filho bastardo.
Do nexo sem nexo pra falar de sexo com o vento.
Escreverei até um manifesto, num gesto animalesco transcendental!!!!
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Quando eu traçar as linhas desse movimento sem igual,
não direi nada, além de alguns aforismos e nenhuma metáfora.
Despejando argumentos como peixes no quintal do meu aquário.
Serão só palavras de um tempo com um grande final ilário.
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28 Outubro 2006
Fragmenta-me.
Quando nos teus olhos percebo o medo,
e no meio da noite acorda com teus pesadelos,
fragmenta-me pra sentir o aconchego,
de minhas mãos guardadas em teu peito,
junto a minha preocupação em vê-lo,
num sonho tranqüilo, junto ao meu doce desejo.
e no meio da noite acorda com teus pesadelos,
fragmenta-me pra sentir o aconchego,
de minhas mãos guardadas em teu peito,
junto a minha preocupação em vê-lo,
num sonho tranqüilo, junto ao meu doce desejo.
25 Outubro 2006
Uuuuaaauuu
Um Uuuuaaauuu brilhante & sonoro, que invade e sintoniza!
A trilha sonora perfeita diante da surpresa de um pequeno gesto de nudez. Estremece a pele ao tirar a blusa pra te afogar em meu mar de luxuria.
A trilha sonora perfeita diante da surpresa de um pequeno gesto de nudez. Estremece a pele ao tirar a blusa pra te afogar em meu mar de luxuria.
23 Outubro 2006
Beija-me num estalo!
Nesses momentos em que sentimos que podemos tocar o céu infinito e beijar a noite, como se o beijo fosse o primeiro de milhares de estalos noturnos, estrelas cadentes. Flamejantes. Nas horas em que o mundo para pra nos olhar. Suspensos no tempo, flutuando no ar. É quando eu percebo o quanto gosto de te amar!
20 Outubro 2006
O que trago...
Junto à ampulheta que conta meus dias,
trago nos olhos paixão,
na pele o desejo,
na boca um beijo,
nas mãos meu coração e em algum lugar guardado no peito um bilhetinho de boas vindas.
trago nos olhos paixão,
na pele o desejo,
na boca um beijo,
nas mãos meu coração e em algum lugar guardado no peito um bilhetinho de boas vindas.
18 Outubro 2006
Perdida
Perdi-me por entre teus caracóis perfumados, por entre tua pele macia de moço apessoado. Nesse instante o tempo tornou-se cintilante a cada segundo de desejo meu. Ficarei colada em cada pedaço do teu corpo, de onde possa a qualquer hora sentir o sabor que tu tens.
17 Outubro 2006
Chance
Joguei fora todas as chances que tinha ao chão,
elas foram caindo uma a uma dilaceradas e assustadas.
Tentei junta-las novamente, mas o recipiente escolhido era frágil demais. meu coração.
elas foram caindo uma a uma dilaceradas e assustadas.
Tentei junta-las novamente, mas o recipiente escolhido era frágil demais. meu coração.
13 Outubro 2006
Colagem
Cola e descola,
junta, costura e ajusta.
Um tapete de vontades sem dor.
Colorido com o desenho dos desejos imperfeitos,
pensamentos, pesadelos, devaneios de amor.
Contendo toda a volúpia e luxúria do infinito.
O grito, um ser, à tocar o instinto, a pele, o corpo, saliva & papel.
Algo tão humano, que seja frágil demais até mesmo pra nós.
A contradição mais bela de todas.
junta, costura e ajusta.
Um tapete de vontades sem dor.
Colorido com o desenho dos desejos imperfeitos,
pensamentos, pesadelos, devaneios de amor.
Contendo toda a volúpia e luxúria do infinito.
O grito, um ser, à tocar o instinto, a pele, o corpo, saliva & papel.
Algo tão humano, que seja frágil demais até mesmo pra nós.
A contradição mais bela de todas.
11 Outubro 2006
Céu de promessas & estrelas.
Gira no céu balão cor de mel,
dançando sublime por entre as estrelas.
Cumprindo todas as minhas promessas.
Lembras quando te prometi todas as estrelas?
E quando disse que pintaria o céu com as cores mais belas da aquarela?
Gira no céu balão cor de mel,
subindo e subindo pra pintar o céu.
Pra cumprir todas as promessas, trago sem pressa as estrelas no chapéu.
dançando sublime por entre as estrelas.
Cumprindo todas as minhas promessas.
Lembras quando te prometi todas as estrelas?
E quando disse que pintaria o céu com as cores mais belas da aquarela?
Gira no céu balão cor de mel,
subindo e subindo pra pintar o céu.
Pra cumprir todas as promessas, trago sem pressa as estrelas no chapéu.
10 Outubro 2006
Um pouco de outras emoções...
Boas Novas
poetas e loucos aos poucos
cantores do porvir
e mágicos das frases
endiabradas sem mel
trago boas novas
bobagens num papel
balões incendiados
coisas que caem do céu
sem mais nem porque
queria um dia no mundo
poder te mostrar o meu
talento pra loucura
procurar longe do peito
eu sempre fui perfeito
pra fazer discursos longos
fazer discursos longos
sobre o que não fazer
que é que eu vou fazer?
senhoras e senhores
trago boas novas
eu vi a cara da morte
e ela estava viva
direi milhares de metáforas rimadas
e farei
das tripas coração
do medo, minha oração
pra não sei que deus "h"
da hora da partida
na hora da partida
à tiros de vamos pra vida
então, vamos pra vida!
senhoras e senhores
trago boas novas
eu vi a cara da morte
e ela estava viva
Cazuza-composição-cazuza.
emoções oitentistas ouvidas da minha sala d'estar.
poetas e loucos aos poucos
cantores do porvir
e mágicos das frases
endiabradas sem mel
trago boas novas
bobagens num papel
balões incendiados
coisas que caem do céu
sem mais nem porque
queria um dia no mundo
poder te mostrar o meu
talento pra loucura
procurar longe do peito
eu sempre fui perfeito
pra fazer discursos longos
fazer discursos longos
sobre o que não fazer
que é que eu vou fazer?
senhoras e senhores
trago boas novas
eu vi a cara da morte
e ela estava viva
direi milhares de metáforas rimadas
e farei
das tripas coração
do medo, minha oração
pra não sei que deus "h"
da hora da partida
na hora da partida
à tiros de vamos pra vida
então, vamos pra vida!
senhoras e senhores
trago boas novas
eu vi a cara da morte
e ela estava viva
Cazuza-composição-cazuza.
emoções oitentistas ouvidas da minha sala d'estar.
06 Outubro 2006
Brisa colorida...
Brisa lisa,
que escorrega pela janela,
leva pra longe dela,
todo o vazio.
Deixa pra junto, bem colado ao peito,
um infinito de amor e desejo à colorir.
que escorrega pela janela,
leva pra longe dela,
todo o vazio.
Deixa pra junto, bem colado ao peito,
um infinito de amor e desejo à colorir.
Cheiros & manhas!
No jardim das delícias, que é o teu intimo,
deliciei-me com tuas entranhas.
Cheiros & manhas diante do meu desejo.
deliciei-me com tuas entranhas.
Cheiros & manhas diante do meu desejo.
04 Outubro 2006
conti [nu] ando!
Sentei ao balcão do bar, olhei a minha volta e não reconheci nada que fosse familiar apesar das inúmeras garrafas contidas em várias prateleiras encostada à parede. Pedi uma dose de qualquer liquido que fizesse esquecer que tenho muita coisa pra fazer e lembrar de tudo que um dia me fez sorrir. Um homem barbudo, barrigudo e careca de traz do balcão me entregou dentro de um copo de 100ml. algo meio verdeazuladocinzaescuro, bebi num gole só o liquido que tinha gosto de calçadaescorregadialimocigarro&amora. Nos primeiros minutos após a ingestão da bebida me senti horrível, vi garrafas falarem e a cabeça do barbudo girar por duas vezes fazendo com que sua barba substituísse a falta de cabelo. Queria vomitar, mas estava em público. Tive pena de mim mesmo. Depois disso comecei a perceber algo estranho e um borbulhar no estômago, tudo a minha volta estava normal, um pouco flutuante, mas normal. Passado alguns segundos já podia ver drops brilhantes refletindo a luz do sol, moedas trilhandando pra dentro de uma gaveta e copos de cerveja dançando de um lado pro outro em cima do balcão. Pedi uma cerveja também e agradeci pela volta da normalidade de sempre. Bêbados conversando sobre a qualidade da bebida ou sobre a quantidade tomada na noite passada. Arrependimento. Eu observava tudo de meu canto. Eles também me observavam.
03 Outubro 2006
Bar
Reluzem copos infinitos cheios e vazios,
a noite é grande e as garrafas querem girar,
de um lado pro outro na mão de quem está no bar.
A cada instante chega mais gente,
pra tomar um rabo quente junto ao balcão do bar.
Todos procuram no copo o consolo que só existe naquele lugar.
Sentada na mesa vejo a tristeza do bebum a perguntar:
- Vendes fiado sr. Dono do bar?
Que responde rapidinho num tom só:
- Isso aqui você não vai encontrar, se quiser fiado vá procurar outro bar!
No bar entra qualquer um,
mas só recusa um gole,
quem não é bebum!
E a noite grande acaba, a bebida gelada e a alegria também.
Todos voltam pra casa praguejando a desgraça,
torcendo que o bar abra logo outra vez.
a noite é grande e as garrafas querem girar,
de um lado pro outro na mão de quem está no bar.
A cada instante chega mais gente,
pra tomar um rabo quente junto ao balcão do bar.
Todos procuram no copo o consolo que só existe naquele lugar.
Sentada na mesa vejo a tristeza do bebum a perguntar:
- Vendes fiado sr. Dono do bar?
Que responde rapidinho num tom só:
- Isso aqui você não vai encontrar, se quiser fiado vá procurar outro bar!
No bar entra qualquer um,
mas só recusa um gole,
quem não é bebum!
E a noite grande acaba, a bebida gelada e a alegria também.
Todos voltam pra casa praguejando a desgraça,
torcendo que o bar abra logo outra vez.
02 Outubro 2006
Hey girl what gonna do?
hey girl, what you gonna of? if does not leave of hard wood the face that ' loves? hey girl, what you gonna of? if its better friend to temptation you in the bed? hey girl, what you gonna of? hey girl, what you gonna of? if that pretty gives a son to you and it does not to assume? hey girl, what you gonna of? if its drug to finish and the hour not to pass? so... hey girl, what you gonna of? the sun still shines here is people can lunch one hour and later that you to drink a this friend ' can speak hey girl, what you gonna of? if you want to give direct and nobody wants to eat you? hey girl, what you gonna of? if boyfriend serious and the people desires to you? hey girl, what you gonna of? the sun still shines here is people can lunch one hour and later that you to drink a this friend ' can speak hey girl, what you gonna of? if does not leave of hard wood the face that ' loves? hey girl, what you gonna of? if its better friend to temptation you in the bed? hey girl, what you gonna of? hey girl, what you gonna of? hohohoho.. hey girl, what you gonna of?
júpiter maçã. júpiter maçã.
júpiter maçã. júpiter maçã.
29 Setembro 2006
What you should know about
E tudo pesa no salão escarlate deslumbrante e vago. os móveis já não estão como antes e as cortinas já me cumprimentam quando abro e fecho os olhos pensando estar vendo visões. olho o relógio, que gira duas vezes o ponteiro antes de desliga-lo. com trabalho levanto o corpo nu num desejo só, vou até a janela, encosto toda a pele branca na vidraça e contemplo a vida do lado de fora. É bonita penso. as flores do jardim sorriem. Observo incisivamente todos os contornos retilíneos, sublimes e contentes. subversivamente lembro que é primavera, lembro também de suas mãos quentinhas em minha cintura, de palavras caindo de sua boca em minha nuca me dizendo que gosta do meu cheiro de garota estranha, flor do campo, sândalo e maconha. Desligo tudo e lembro que logo irá chegar. falta pouco.
27 Setembro 2006
Vazio
O vazio escorregou pela garganta e se instalou no coração. coração que bate forte, estremesse e dói! esvaziante vazio que carregam as pessoas, elas que me sugam como sanguessugas. as pessoas. mas elas também não tem culpa. a culpa é minha por achar que as pessoas me esvaziam. me sinto como um saco plástico rodopiando de bobeira, junto a sujeira da calçada, andarilhos, bitucas de cigarro e poeira urbana. sem destino. dançando no ar como se não houvesse nada a se apegar. ninguém o quer, só o vento que não nega a sensação de liberdade a ninguém. nem mesmo a qualquer pobre diabo saco plástico vazio & cheio de vento.
25 Setembro 2006
21 Setembro 2006
20 Setembro 2006
Inverso
Quando me beijas,
mergulhado no meu mar de saliva e desejo,
e me olhas por entre as lágrimas,
enxergando mas que meu olhar.
Cochichando em meu ouvido,
que meu corpo foi feito sob medida pro teu contorno,
me abraçando com força e reclamando que já sentia saudade.
Matando-a ao deslizar a boca suave por entre minhas promessas,
sorrindo, confessa que jamais sentiu igual.
É quando conheço o teu inverso, mas profundo.
Teu corpo desnudo de tudo pra mim.
mergulhado no meu mar de saliva e desejo,
e me olhas por entre as lágrimas,
enxergando mas que meu olhar.
Cochichando em meu ouvido,
que meu corpo foi feito sob medida pro teu contorno,
me abraçando com força e reclamando que já sentia saudade.
Matando-a ao deslizar a boca suave por entre minhas promessas,
sorrindo, confessa que jamais sentiu igual.
É quando conheço o teu inverso, mas profundo.
Teu corpo desnudo de tudo pra mim.
15 Setembro 2006
O suspiro do mar.
Foi um suspiro a beira do mar,
cansada do peso que carregava,
e logo às ondas vieram me consolar, murmurando uma canção:
cansada do peso que carregava,
e logo às ondas vieram me consolar, murmurando uma canção:
“a noite é tão perfumada como jeune femme française,
as nuvens tem gosto colorido de algodão-doce,
e o sol é tão intenso quanto o amor e a dor.”
as nuvens tem gosto colorido de algodão-doce,
e o sol é tão intenso quanto o amor e a dor.”
Depois do recado, guardei minha sacola de sonhos no coração.
O gosto do amor.
Gosto de suas mãos por entre meus cabelos.
Sorrindo. Tentando desvendar meus segredos.
Desafiando os sentidos e tudo que é permitido.
Desbravando o silêncio em meu peito.
Afinando o desejo por entre os dedos.
Sentindo o gosto que tem o amor.
Sorrindo. Tentando desvendar meus segredos.
Desafiando os sentidos e tudo que é permitido.
Desbravando o silêncio em meu peito.
Afinando o desejo por entre os dedos.
Sentindo o gosto que tem o amor.
12 Setembro 2006
Conspirações de supermercado.
A verdade é como café solúvel.
Encontra-se em qualquer prateleira de supermercado.
Seguindo as instruções, terás verdade verdadeira rapidinho.
Não te preocupe não sentirás dor.
Quente ou fria,
o que importa???
é verdade enlatada e comprável.
Tudo prático & plástico, tudo embalado, tudo muito bonito.
Verdades vendidas em outdoor.
O invisível indivisível conceito concreto.
De respirar ar, beber água e dançar na chuva.
Comer frutas frescas como as moçoilas na esquina.
Tudo muito saudável como tem que ser.
Tudo previsível como organizar latas na prateleira.
Tudo muito confiável como um freio na ladeira.
Encontra-se em qualquer prateleira de supermercado.
Seguindo as instruções, terás verdade verdadeira rapidinho.
Não te preocupe não sentirás dor.
Quente ou fria,
o que importa???
é verdade enlatada e comprável.
Tudo prático & plástico, tudo embalado, tudo muito bonito.
Verdades vendidas em outdoor.
O invisível indivisível conceito concreto.
De respirar ar, beber água e dançar na chuva.
Comer frutas frescas como as moçoilas na esquina.
Tudo muito saudável como tem que ser.
Tudo previsível como organizar latas na prateleira.
Tudo muito confiável como um freio na ladeira.
08 Setembro 2006
Duo de corações
Um duo de um,
divide-se em dois,
abre-se em três,
corações outra vez.
Papel perfumado,
doces confissões,
na noite em claro,
quer ter namorado.
Preocupa-se à toa,
Formosa pessoa,
namorados vai ter,
um pra cada dia do mês.
divide-se em dois,
abre-se em três,
corações outra vez.
Papel perfumado,
doces confissões,
na noite em claro,
quer ter namorado.
Preocupa-se à toa,
Formosa pessoa,
namorados vai ter,
um pra cada dia do mês.
06 Setembro 2006
Cotidiano paralelo
Acorda molhada de gotículas inteiras pra si.
Há uma goteira em cima da cama. O leito.
Goteiras formosas, faceira & dialéticas.
Que ora se desprendem como estrelas gotejantes.
Ou ora assumem a forma de lâminas.
Afiadas rasgam a pele e tingem de rubro o universo inteiro.
As estrelas formam a manta que acolhe tudo,
costuradas num conjunto.
Pretensões costuram tudo: estrelas, pele, pêlos, linha, sangue e saliva.
Montanhas andantes e gorjetas de boa vontade.
Aforismo utópicos e gangrenas metálicas.
A enorme boca esfomeada da vida e loucura.
O surrealismo da simplicidade de imaginar um paralelo.
A manta de pretensões desconexas unindo sensações.
O complexo céu dialético & disléxico de todo dia.
Há uma goteira em cima da cama. O leito.
Goteiras formosas, faceira & dialéticas.
Que ora se desprendem como estrelas gotejantes.
Ou ora assumem a forma de lâminas.
Afiadas rasgam a pele e tingem de rubro o universo inteiro.
As estrelas formam a manta que acolhe tudo,
costuradas num conjunto.
Pretensões costuram tudo: estrelas, pele, pêlos, linha, sangue e saliva.
Montanhas andantes e gorjetas de boa vontade.
Aforismo utópicos e gangrenas metálicas.
A enorme boca esfomeada da vida e loucura.
O surrealismo da simplicidade de imaginar um paralelo.
A manta de pretensões desconexas unindo sensações.
O complexo céu dialético & disléxico de todo dia.
05 Setembro 2006
Tradição oponente.
E estais à espera da procissão decadente.
Que de tempos em tempo perpassa tua janela.
Esperando encontrar o ser profundo restaurado de idéias.
Tradições profissionais e sem rumo.
Um brilho no olhar.
É a vírgula de meus textos, traumática indecisa, a espera pra descansar.
Por ouves ainda a canção ao mar. Uivos uivantes à beira mar.
Qual a dignidade de todos, sabendo que o vício é estrondoso e infindo.
O pesar nos olhos atravessados e apressados.
O deslizar de contornos, figuras desalmadas a perambular.
Tradições profissionais a beira do túmulo.
Giletes reluzem a luz no fim de tudo.
Este é o fim da redoma gigante, o giro noturno na última noite do mundo.
Que de tempos em tempo perpassa tua janela.
Esperando encontrar o ser profundo restaurado de idéias.
Tradições profissionais e sem rumo.
Um brilho no olhar.
É a vírgula de meus textos, traumática indecisa, a espera pra descansar.
Por ouves ainda a canção ao mar. Uivos uivantes à beira mar.
Qual a dignidade de todos, sabendo que o vício é estrondoso e infindo.
O pesar nos olhos atravessados e apressados.
O deslizar de contornos, figuras desalmadas a perambular.
Tradições profissionais a beira do túmulo.
Giletes reluzem a luz no fim de tudo.
Este é o fim da redoma gigante, o giro noturno na última noite do mundo.
04 Setembro 2006
Por que procuras?!
Ainda não entendo por procuras,
Se souberes que o que estás diante de ti, já não satisfaz mais teus instintos.
Por que procuras no canto sem encanto.
O beco do mundo, sem saída nem dor.
Qual será teu êxito, um apelo às vontades.
Qual será teu futuro, um quarto branco e escuro, o abismo irreal.
Se souberes que o que estás diante de ti, já não satisfaz mais teus instintos.
Por que procuras no canto sem encanto.
O beco do mundo, sem saída nem dor.
Qual será teu êxito, um apelo às vontades.
Qual será teu futuro, um quarto branco e escuro, o abismo irreal.
Posso te ofender?!
Posso te ofender profundamente,
olha só:
blogs de auto-ajuda, cheis de figurinhas como uma agenda de adolescente me enojam e causam ânsia!
mas respeito sua liberdade, ok?!
olha só:
blogs de auto-ajuda, cheis de figurinhas como uma agenda de adolescente me enojam e causam ânsia!
mas respeito sua liberdade, ok?!
01 Setembro 2006
Cabriola
Mola maneira menina.
Bailarina peregrina.
Polonesa desde pequenina.
Tem no corpo asas pra voar...
Já dançou tanto,
que de tantas cambalhotas,
não faltou nem assoviar...
Dança que quando dança,
Talvez faça o mundo girar.
Rodopiar com seu encanto.
Que encanta só de vê-la bailar.
Bailarina peregrina.
Polonesa desde pequenina.
Tem no corpo asas pra voar...
Já dançou tanto,
que de tantas cambalhotas,
não faltou nem assoviar...
Dança que quando dança,
Talvez faça o mundo girar.
Rodopiar com seu encanto.
Que encanta só de vê-la bailar.
Asta
Asta me olha nociva.
Asta quer me ajudar.
Asta espera ainda um dia,
como as flores na janela,
um moço gentil pra levá-la a passear.
Espera lasciva e contorcida.
Asta odeia mentiras.
Asta é meiga. Asta é uma menina!
Asta se sente como uma criança,
mesmo sabendo que o tempo está a passar.
Asta observa por cima dos óculos.
e ainda tenta disfarçar...
Asta gosta de quadros,
e um dia sonha em pintar.
Asta passa todos os dias,
à frente do espelho a se olhar,
e sempre, sempre a sonhar!
Asta quer me ajudar.
Asta espera ainda um dia,
como as flores na janela,
um moço gentil pra levá-la a passear.
Espera lasciva e contorcida.
Asta odeia mentiras.
Asta é meiga. Asta é uma menina!
Asta se sente como uma criança,
mesmo sabendo que o tempo está a passar.
Asta observa por cima dos óculos.
e ainda tenta disfarçar...
Asta gosta de quadros,
e um dia sonha em pintar.
Asta passa todos os dias,
à frente do espelho a se olhar,
e sempre, sempre a sonhar!
29 Agosto 2006
Fantástico facínora.
Como a faca de dois gumes que percorre,
o que há pra percorrer em mão dupla.
O baile dos segundos perplexos.
A destreza pra se equilibrar à beira de um meio-fio.
A dor de esperar o salto e tudo acabar,
sem saber o que te espera no fim.
A perplexidade nos olhos de quem não sabe ler.
E a magia de uma dor de ouvido!!!
Tudo isso está guardado numa caixinha de papel.
Frágil a tudo, silenciosamente o absurdo.
Oh facínora, fascista de fantástico fascínio.
Loucura é pouco,
Quando se espera junto a brisa o cair dos dentes.
o que há pra percorrer em mão dupla.
O baile dos segundos perplexos.
A destreza pra se equilibrar à beira de um meio-fio.
A dor de esperar o salto e tudo acabar,
sem saber o que te espera no fim.
A perplexidade nos olhos de quem não sabe ler.
E a magia de uma dor de ouvido!!!
Tudo isso está guardado numa caixinha de papel.
Frágil a tudo, silenciosamente o absurdo.
Oh facínora, fascista de fantástico fascínio.
Loucura é pouco,
Quando se espera junto a brisa o cair dos dentes.
24 Agosto 2006
Desejos...
Almeja sinceramente a crueza de tudo,
e a decepção de todos...
Deseja fechar os olhos e nunca mais abri-los.
Deseja ser espalhada pelo vento.
Não deseja lágrimas de ninguém.
Desejos.
e a decepção de todos...
Deseja fechar os olhos e nunca mais abri-los.
Deseja ser espalhada pelo vento.
Não deseja lágrimas de ninguém.
Desejos.
02 Agosto 2006
Como dissestes...
Foi como um foco de luz que clareia,
o que se quiz enxergar;
Que lembrei quando meu pai me disse:
- Minha filha, sua geração está perdida!
Por alguns instantes prestei mais atenção,
em todas às formas da frase,
e em todos os contornos de tudo.
Foi quando respirei fundo,
pelo profundo campo do medo.
E deslizei com toda a intenção qualquer,
pela paisagem que olhava naquele instante.
Foi delicado e preciso o encontro de pensamentos.
E ajudei a carregar um pouco do peso que tinha ombros,
e senti que o que queria mesmo era livrar-se de tudo.
Como quando jogamos os braços pro alto,
rasgamos dinheiro & queimamos retratos.
Foi assim que descobri como se sentia,
tentei ajudar com toda a força,
mas foi tudo perca de tempo!
Me pediu que fosse embora, e nunca mas voltasse,
que deveria esquecê-lo, e que logo entenderia.
Que o peso que me cabia, ainda estava por vir.
Fechei os olhos por um segundo...
E descobri que não me agrada,
o brilho da felicidade exposta nos olhos de outros.
Senti como se não existisse,
não houvesse carne, sangue, suor e amor.
Foi quando todas as luzes apagaram,
e percebi que estava no meio do nada.
O escuro e obscuro segredo!
No ventre de quem ainda não sabe,
na espera de quem ainda não veio.
o que se quiz enxergar;
Que lembrei quando meu pai me disse:
- Minha filha, sua geração está perdida!
Por alguns instantes prestei mais atenção,
em todas às formas da frase,
e em todos os contornos de tudo.
Foi quando respirei fundo,
pelo profundo campo do medo.
E deslizei com toda a intenção qualquer,
pela paisagem que olhava naquele instante.
Foi delicado e preciso o encontro de pensamentos.
E ajudei a carregar um pouco do peso que tinha ombros,
e senti que o que queria mesmo era livrar-se de tudo.
Como quando jogamos os braços pro alto,
rasgamos dinheiro & queimamos retratos.
Foi assim que descobri como se sentia,
tentei ajudar com toda a força,
mas foi tudo perca de tempo!
Me pediu que fosse embora, e nunca mas voltasse,
que deveria esquecê-lo, e que logo entenderia.
Que o peso que me cabia, ainda estava por vir.
Fechei os olhos por um segundo...
E descobri que não me agrada,
o brilho da felicidade exposta nos olhos de outros.
Senti como se não existisse,
não houvesse carne, sangue, suor e amor.
Foi quando todas as luzes apagaram,
e percebi que estava no meio do nada.
O escuro e obscuro segredo!
No ventre de quem ainda não sabe,
na espera de quem ainda não veio.
27 Julho 2006
Corpulencia
Quando se abre a boca cheia de dentes,
e descobre o quão és poderoso,
que podes engolir tudo,
e alimentar-se todo!
Quando se abre a boca,
e a saliva é pouca,
pra digerir teu senso,
e mastigar tuas entranhas na corpulencia louca!
Quando percebe-se que estais satisfeito,
que não aguenta mais o mesmo menu,
ainda procura migalhas e resto do mundo,
pra sentir fome de tudo e tentar persistir!
e descobre o quão és poderoso,
que podes engolir tudo,
e alimentar-se todo!
Quando se abre a boca,
e a saliva é pouca,
pra digerir teu senso,
e mastigar tuas entranhas na corpulencia louca!
Quando percebe-se que estais satisfeito,
que não aguenta mais o mesmo menu,
ainda procura migalhas e resto do mundo,
pra sentir fome de tudo e tentar persistir!
ind [ivi] duo
individuo
indo...indo...
homem & tronco,
cabeça & pé,
indo...indo...
ouvindo,
ou-indo,
ind........[ivi]........duo!!!
indo...indo...
homem & tronco,
cabeça & pé,
indo...indo...
ouvindo,
ou-indo,
ind........[ivi]........duo!!!
26 Julho 2006
Zuuummmdeideias
Zummmuuudeideiassssslsosososs
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vrftipojtr9pavjmf b´tr0
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gttttttttjjjuhygtgrfddssdfhjjikyh2514gr.
zuumdcdeideiajdnjdghsssss!!!
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25 Julho 2006
Clandestino paradeiro...
Um certo desconcerto e um aperto no peito,
Era o quê sentia quando se deixou cair.
Ainda pode sentir por mais um momento o apelo do vento,
Por entre seus cabelos a relutar, com a intensa velocidade&gravidade.
Seu corpo estava solto, livre de tudo no ar.
Pensou rápido: - Ora sei que posso voar!
Foram dez segundos. O tempo que se levou,
para o corpo, em mil pedaços se transformar.
Era o quê sentia quando se deixou cair.
Ainda pode sentir por mais um momento o apelo do vento,
Por entre seus cabelos a relutar, com a intensa velocidade&gravidade.
Seu corpo estava solto, livre de tudo no ar.
Pensou rápido: - Ora sei que posso voar!
Foram dez segundos. O tempo que se levou,
para o corpo, em mil pedaços se transformar.
09 Julho 2006
Magnólia
Divertida e alegre incontida,
contava em seus bolsos suas bolinhas coloridas.
A espera da hora certa,
fugir do mundo [i]real, rir sozinha e contar o que resta.
Todas às vezes fora assim,
contar,
sorrir,
apagar,
divertir.
E continuava nesse devir, como um clip no repeat.
Ria sozinha, e contava bolinhas.
Até o dia, em que ouviu um estalo,
das gotas derretidas das bolinhas coloridas,
explodindo seu coração.
Foi profundo e sem volta.
Sobraram só as bolinhas que ainda restavam em seus bolsos,
espalhadas colorindo o chão.
contava em seus bolsos suas bolinhas coloridas.
A espera da hora certa,
fugir do mundo [i]real, rir sozinha e contar o que resta.
Todas às vezes fora assim,
contar,
sorrir,
apagar,
divertir.
E continuava nesse devir, como um clip no repeat.
Ria sozinha, e contava bolinhas.
Até o dia, em que ouviu um estalo,
das gotas derretidas das bolinhas coloridas,
explodindo seu coração.
Foi profundo e sem volta.
Sobraram só as bolinhas que ainda restavam em seus bolsos,
espalhadas colorindo o chão.
:::Na hora do almoço:::
Lola
Lola a Bela.
Lola acorda, caminha. Lola ama?
Lolinha um dia alguém a chamou num momento que nunca mais voltou.
Lola chora, chora quando vê maustratos e injustiça.
Lola não é perfeita, parece uma bexiga, qualquer espetada vai estourada.
Lola tem jeito?Não gosta de madame mas gosta de respeito.
Lola agora tem alguém que a chama de lolica, por ele daria a vida, a morte e a sobrevivência.
Lola tem sonhos impossíveis, histórias mirabolantes e mentiras saudáveis.
Ao seu lado poderá ser você mesmo.
Sua sinceridade é divertida.
Lola agora quer ter mais amigos, continuar este amor juvenil.
Lola se despede em lágrimas termais.
Continuar? Lola continuará.
Ariane Batista
http://www.morgenero.blogger.com.br/
Lola a Bela.
Lola acorda, caminha. Lola ama?
Lolinha um dia alguém a chamou num momento que nunca mais voltou.
Lola chora, chora quando vê maustratos e injustiça.
Lola não é perfeita, parece uma bexiga, qualquer espetada vai estourada.
Lola tem jeito?Não gosta de madame mas gosta de respeito.
Lola agora tem alguém que a chama de lolica, por ele daria a vida, a morte e a sobrevivência.
Lola tem sonhos impossíveis, histórias mirabolantes e mentiras saudáveis.
Ao seu lado poderá ser você mesmo.
Sua sinceridade é divertida.
Lola agora quer ter mais amigos, continuar este amor juvenil.
Lola se despede em lágrimas termais.
Continuar? Lola continuará.
Ariane Batista
http://www.morgenero.blogger.com.br/
21 Junho 2006
17 Junho 2006
O amor e todo o resto
Há o amor, que derrete almas e encharca corpos,
cheio de saliva e líquidos absortos.
Ora corrosivo, uni, abriga, exige, fascina.
Ora piedoso, nos oferece calor, afeto e sabor.
A engrenagem do mundo sugando tudo!
Que engendra maneiras e nos engole na bobeira.
Entre suas rodas dentadas, a rodar e rodar.
Eis o miraculoso plano profano & santo.
Dar amor a todos e lhes ensinar há amar.
cheio de saliva e líquidos absortos.
Ora corrosivo, uni, abriga, exige, fascina.
Ora piedoso, nos oferece calor, afeto e sabor.
A engrenagem do mundo sugando tudo!
Que engendra maneiras e nos engole na bobeira.
Entre suas rodas dentadas, a rodar e rodar.
Eis o miraculoso plano profano & santo.
Dar amor a todos e lhes ensinar há amar.
06 Junho 2006
Ferida do espelho.
No rasgar da pele, espera que ainda carregue,
o sentido de tudo.
Espera como o sangue, que demora pra cair.
Gotas de morte, gotículas do fim.
Olho no espelho, que espelha a tortura do fim.
Já não mais sente saudade, nem dor ou de outrora piedade.
Pede que tudo termine, e que logo encontre o vazio.
O espelho à espia, alimenta, conspira...
Vários cacos dos cacos dos seus, por todo o bruto ladril.
Mas não tarda, logo o subverter que encena.
A beleza tingida, que envenena e faz-se ferida,
na inocência perdida, que a vida consumiu.
o sentido de tudo.
Espera como o sangue, que demora pra cair.
Gotas de morte, gotículas do fim.
Olho no espelho, que espelha a tortura do fim.
Já não mais sente saudade, nem dor ou de outrora piedade.
Pede que tudo termine, e que logo encontre o vazio.
O espelho à espia, alimenta, conspira...
Vários cacos dos cacos dos seus, por todo o bruto ladril.
Mas não tarda, logo o subverter que encena.
A beleza tingida, que envenena e faz-se ferida,
na inocência perdida, que a vida consumiu.
<<>>
O corpo ainda balança e rodopia.
O som microfonado é um oceano.
Do microfone escorrem palavras,
do palco escorrem palavras.
Reencostada, quase sem vida,
vê o encontrar do oceano à poça de palavras liquidas.
Um oceano de palavras, arremessadas de tua boca.
Carnívora. As palavras saltam a todo o instante,
Veloz. Os pés ainda balançam ao som de tua boca.
Voraz. Tuas palavras na boca. Teu mar. Um oceano!
O som microfonado é um oceano.
Do microfone escorrem palavras,
do palco escorrem palavras.
Reencostada, quase sem vida,
vê o encontrar do oceano à poça de palavras liquidas.
Um oceano de palavras, arremessadas de tua boca.
Carnívora. As palavras saltam a todo o instante,
Veloz. Os pés ainda balançam ao som de tua boca.
Voraz. Tuas palavras na boca. Teu mar. Um oceano!
05 Junho 2006
Olhos fechados
Contam-se dez segundos de olhos bem fechados,
nesses instantes contados, abre-se o desejo,
e escreve-se nas entrelinhas...
Doces palavras em dedicatória.
Dedico a ti, cada batida de meu coração,
De cada manhã nostálgica, sensível, sublime,
fantasiada de todas as cores do orvalho,
do sereno noturno acordado pelo sol,
com seu uivo clarão tonteaste assim,
quem passeia na calma pelo manso jardim.
nesses instantes contados, abre-se o desejo,
e escreve-se nas entrelinhas...
Doces palavras em dedicatória.
Dedico a ti, cada batida de meu coração,
De cada manhã nostálgica, sensível, sublime,
fantasiada de todas as cores do orvalho,
do sereno noturno acordado pelo sol,
com seu uivo clarão tonteaste assim,
quem passeia na calma pelo manso jardim.
>>>>Estupefato>>>>
O relógio parou,
como os ponteiros, do relógio que desenhava em meu braço,
quando criança.
E naquele instante, a brisa do céu, beijou minha face,
como se me santificasse.
E mesmo com todas as intenções pseudo auto-destrutivas
fui acariciada pelo vento.
O perfume verde adentrou as narinas.
O clima era de estupefação, em todos os cantos.
como os ponteiros, do relógio que desenhava em meu braço,
quando criança.
E naquele instante, a brisa do céu, beijou minha face,
como se me santificasse.
E mesmo com todas as intenções pseudo auto-destrutivas
fui acariciada pelo vento.
O perfume verde adentrou as narinas.
O clima era de estupefação, em todos os cantos.
Sempre
Mesmo que à luz apague no fim,
e o caminho seja esquecido,
quando teus olhos não olharem,
mesmo assim,
eu estarei aqui,
dançando ao som de teus segredos,
embalados em meu peito,
à espera do brilho cadente,
de teus olhos me olhando sem fim,
mesmo que seja a última vez,
das várias vezes que sempre foram últimas e primeiras,
sempre,
sempre serão...
Antes do apagar do fim,
e do nunca esquecer do sempre lembrar,
eu e você!
e o caminho seja esquecido,
quando teus olhos não olharem,
mesmo assim,
eu estarei aqui,
dançando ao som de teus segredos,
embalados em meu peito,
à espera do brilho cadente,
de teus olhos me olhando sem fim,
mesmo que seja a última vez,
das várias vezes que sempre foram últimas e primeiras,
sempre,
sempre serão...
Antes do apagar do fim,
e do nunca esquecer do sempre lembrar,
eu e você!
29 Maio 2006
:::Carnaval:::
Nesse embalo desmedido,
vou levando às vezes indo.
Vou sentido as vibrações,
experimentalismos & erupções.
Arrombos de euforia.
Tudo isso bem debaixo da sola dos pés!
Que assolam minhas feridas, numa imensa procissão,
alegorias de contornos findados no grotesco,
ser assim, um carnaval em explosão!
vou levando às vezes indo.
Vou sentido as vibrações,
experimentalismos & erupções.
Arrombos de euforia.
Tudo isso bem debaixo da sola dos pés!
Que assolam minhas feridas, numa imensa procissão,
alegorias de contornos findados no grotesco,
ser assim, um carnaval em explosão!
27 Maio 2006
Santo seu...
Não deixarei de tocar o céu por ter perdido à santidade!
Só quando o sol correr pro mar,
e a água encontrar o azul anil do céu,
é que não poderei mais em teu céu tocar!
As estrelas, todas elas sorriem pra mim,
eu sei, você também sabe.
Elas me disseram, uma à uma, baixinho ao ouvido,
que seu amor é maior que todo o chão crivado de estrelas...
que poderei sempre tocar o céu,
e guardar pedaços seus, nos bolsos,
mesmo perdendo à santidade...
Pois já entreguei meu coração,
a muito tempo,
em suas mãos, e ele está guardado no santo do seu céu.
Só quando o sol correr pro mar,
e a água encontrar o azul anil do céu,
é que não poderei mais em teu céu tocar!
As estrelas, todas elas sorriem pra mim,
eu sei, você também sabe.
Elas me disseram, uma à uma, baixinho ao ouvido,
que seu amor é maior que todo o chão crivado de estrelas...
que poderei sempre tocar o céu,
e guardar pedaços seus, nos bolsos,
mesmo perdendo à santidade...
Pois já entreguei meu coração,
a muito tempo,
em suas mãos, e ele está guardado no santo do seu céu.
26 Maio 2006
O desejo de teus olhos, quando meu coração estremece.
Quando meu coração, desejo e intenção eram pequenos,
teus olhos olhavam o silêncio dos outros,
com desejo maroto perdido no teu olhar.
E quando meus desejos chafurdavam em intenções,
teus olhos olhavam o silêncio alheio,
permissivo de desejos sádicos que só você sabe desejar.
Pervertido meu coração batia suave comedido,
em contorcionismos,
no leito alimentado de volúpia & segredo.
E teus olhos saltavam ao gosto,
percorrendo o encontrar do gozo,
na satisfação de teus contornos,
em pele, lábios, e o transbordar desejoso.
Quando meu coração era pequeno,
desejou fechar os olhos,
num descer profundo em teu mar,
e em sonhos encontrar teu beijo.
Mas meu coração cresceu impune,
ao estremecer na resposta à teus desejos,
querendo encontrar tua língua proibida, num doce escancarar .
teus olhos olhavam o silêncio dos outros,
com desejo maroto perdido no teu olhar.
E quando meus desejos chafurdavam em intenções,
teus olhos olhavam o silêncio alheio,
permissivo de desejos sádicos que só você sabe desejar.
Pervertido meu coração batia suave comedido,
em contorcionismos,
no leito alimentado de volúpia & segredo.
E teus olhos saltavam ao gosto,
percorrendo o encontrar do gozo,
na satisfação de teus contornos,
em pele, lábios, e o transbordar desejoso.
Quando meu coração era pequeno,
desejou fechar os olhos,
num descer profundo em teu mar,
e em sonhos encontrar teu beijo.
Mas meu coração cresceu impune,
ao estremecer na resposta à teus desejos,
querendo encontrar tua língua proibida, num doce escancarar .
25 Maio 2006
Estátua do tempo
E naquele minuto tudo parou como num flash!
Para que pudesse me livrar,
da parede, que a muito me tornara.
Minha pele ainda estava branca e gélida,
e ainda havia cimento e tinta em meus cabelos,
mas a muito, queria saltar e me desgrudar.
Era uma estátua do tempo,
que naquele momento, acertara os ponteiros,
para o tempo poder contemplar.
Para que pudesse me livrar,
da parede, que a muito me tornara.
Minha pele ainda estava branca e gélida,
e ainda havia cimento e tinta em meus cabelos,
mas a muito, queria saltar e me desgrudar.
Era uma estátua do tempo,
que naquele momento, acertara os ponteiros,
para o tempo poder contemplar.
O mar da paixão
E defronte a avenida central da cidade a beira mar,
o galanteador de olhos impassíveis,
espera pelo árduo ato de despedida,
por ela sentido, na dor de deixar o lar.
Mas é na descida da ladeira contida,
que ele à observa, aflita ao deixar tudo aquilo,
para logo consigo, poder amar.
Ela leva com afinco,
apegos,
desejos,
recordações,
ensejos,
devoções ardentes e sonhos prolixos...
É na descida que carrega na mala pesada,
esvaecida e cansada,
toda a vida vivida,
para o outro lado do mar, poder amar sem pesar.
No encontro de malas, sonhos prontos e expectativas,
que finda na descida fugida,
ele agradece por ela chegar.
E logo partindo, rumo ao destino desconhecido,
que fora escrito num pergaminho escondido,
numa garrafa, lançada e perdida, no fundo do mar.
o galanteador de olhos impassíveis,
espera pelo árduo ato de despedida,
por ela sentido, na dor de deixar o lar.
Mas é na descida da ladeira contida,
que ele à observa, aflita ao deixar tudo aquilo,
para logo consigo, poder amar.
Ela leva com afinco,
apegos,
desejos,
recordações,
ensejos,
devoções ardentes e sonhos prolixos...
É na descida que carrega na mala pesada,
esvaecida e cansada,
toda a vida vivida,
para o outro lado do mar, poder amar sem pesar.
No encontro de malas, sonhos prontos e expectativas,
que finda na descida fugida,
ele agradece por ela chegar.
E logo partindo, rumo ao destino desconhecido,
que fora escrito num pergaminho escondido,
numa garrafa, lançada e perdida, no fundo do mar.
Impermeável futurista.
Como se o óbvio, fosse sempre o patente,
e cognitivo da noção de verdades,
mas presente no cotidiano passivo de cada um.
Como folhas secas,
somos todos arrastados pelas vielas dessas noções,
um funil gigante, seletivo e excludente,
e que sem penêras, e alçado de lâminas,
decapta os mais inofensivos.
Esse impermeável mundo de figurativos,
locuções presentes nas ondas da informação,
e ainda procuramos por sentidos,
bagatelas à venda no balcão,
a feira ociosa do presente obstáculo do futuro.
e cognitivo da noção de verdades,
mas presente no cotidiano passivo de cada um.
Como folhas secas,
somos todos arrastados pelas vielas dessas noções,
um funil gigante, seletivo e excludente,
e que sem penêras, e alçado de lâminas,
decapta os mais inofensivos.
Esse impermeável mundo de figurativos,
locuções presentes nas ondas da informação,
e ainda procuramos por sentidos,
bagatelas à venda no balcão,
a feira ociosa do presente obstáculo do futuro.
22 Maio 2006
Ilusionismo.
Contadores de estórias e tocadores de flauta,
usam os mesmos artifícios escondidos na manga.
Provérbios do ilusionismo,
ficção,
artífice da ilusão.
O que teus olhos enxergam,
para poder observar,
o quanto é ilusório o que teus olhos carregam.
Poderias querer ver,
como poderias quer ter?!?
furtivo olhar do que se vê,
aos olhos do que se têm!
Crendices...
Decifra-te ou devora-te.
Teu ego, teu afronto!
usam os mesmos artifícios escondidos na manga.
Provérbios do ilusionismo,
ficção,
artífice da ilusão.
O que teus olhos enxergam,
para poder observar,
o quanto é ilusório o que teus olhos carregam.
Poderias querer ver,
como poderias quer ter?!?
furtivo olhar do que se vê,
aos olhos do que se têm!
Crendices...
Decifra-te ou devora-te.
Teu ego, teu afronto!
18 Maio 2006
O peso
Foi naquele dia, que descobri tudo...
tudo e o quanto pesa o querer.
Mais só quando andei pelos encontros esquecidos,
e hesitei na descida da ladeira,
de bicicleta e sem freios.
Quando encontrei teu desejo,
no ambíguo cubículo do mundo,
e decidi descer às escadas de olhos fechados,
e sem esperança, almejei descer um pouco mais...
foi assim, que descobri o quanto,
o sentido do libido é fictício,
e a ternura da palavra vale mais que o nada...
só depois de tudo isso, que descobri o peso;
o peso nos ombros,
e da água salgada no fundo do mar.
tudo e o quanto pesa o querer.
Mais só quando andei pelos encontros esquecidos,
e hesitei na descida da ladeira,
de bicicleta e sem freios.
Quando encontrei teu desejo,
no ambíguo cubículo do mundo,
e decidi descer às escadas de olhos fechados,
e sem esperança, almejei descer um pouco mais...
foi assim, que descobri o quanto,
o sentido do libido é fictício,
e a ternura da palavra vale mais que o nada...
só depois de tudo isso, que descobri o peso;
o peso nos ombros,
e da água salgada no fundo do mar.
Frio na barriga
Quando calculei o tempo,
que levaria para minhas palavras atingirem o chão,
errei no cálculo e na exatidão.
E só percebi, quando o desejo saltou à boca,
e sem preocupação, buscou o segundo,
que o levaria adiante...
logo bateu de frente com o muro da ilusão,
tonteou, cambaleou mas seguiu...
e ainda não sabe por onde andara,
nem o que está reservado, pra debaixo de seus pés.
mas já caminha ou engatinha rumo a multidão.
que levaria para minhas palavras atingirem o chão,
errei no cálculo e na exatidão.
E só percebi, quando o desejo saltou à boca,
e sem preocupação, buscou o segundo,
que o levaria adiante...
logo bateu de frente com o muro da ilusão,
tonteou, cambaleou mas seguiu...
e ainda não sabe por onde andara,
nem o que está reservado, pra debaixo de seus pés.
mas já caminha ou engatinha rumo a multidão.
03 Maio 2006
paradigmas em condensação
decibéis talhados em aço;
paradigmas do descaso, condensados pelo espetáculo,
genioso trambolho.
emaranhado do nada, do ponto certo do fracasso!
partículas microfonadas e entulho visual...
destreza no construir à criatividade no exagero...
noções de nexo & sexo, plástico, ôco e refil.
metálicas sensações de afeto, cortante e oxidante, de inodoro cheiro.
ferrugem brilhante, ouro, prata e diamante...
quanto queres por teu quer?
quero-te condensado, preso em anúncios de outdoor!!!
na avenida, poluída e discrepante.
mais um fantasma do vácuo urbano, esse grande delirante.
paradigmas do descaso, condensados pelo espetáculo,
genioso trambolho.
emaranhado do nada, do ponto certo do fracasso!
partículas microfonadas e entulho visual...
destreza no construir à criatividade no exagero...
noções de nexo & sexo, plástico, ôco e refil.
metálicas sensações de afeto, cortante e oxidante, de inodoro cheiro.
ferrugem brilhante, ouro, prata e diamante...
quanto queres por teu quer?
quero-te condensado, preso em anúncios de outdoor!!!
na avenida, poluída e discrepante.
mais um fantasma do vácuo urbano, esse grande delirante.
20 Abril 2006
quimera
és ventríloquo do espaço,
nos sonhos, onde segue meus passos,
profundos, pelas nuvens azuis,
de algodão, doce ou não.
mas quando atravesso o espectro do sol,
sinto teus braços imensos,
à abraçar o meu ventre,
sugando forças de minhas entranhas,
a procura de alimento,
no fantástimo prisma que me seduz,
com teu corpo, tua boca e membros.
nos sonhos, onde segue meus passos,
profundos, pelas nuvens azuis,
de algodão, doce ou não.
mas quando atravesso o espectro do sol,
sinto teus braços imensos,
à abraçar o meu ventre,
sugando forças de minhas entranhas,
a procura de alimento,
no fantástimo prisma que me seduz,
com teu corpo, tua boca e membros.
o estômago das flores
é no chorar das lágrimas,
que sinto o ferver de tudo.
é quando queria mil chibatadas,
pra ver no enbrulhar o repugno,
o vômitar das flores,
estômagos nauseados,
pelo jardim sem fim...
das chibatadas, em cada uma,
só restariam às marcas e cicatrizes,
de flores em gotas,
pois no conta-gotas,
há gotículas de lágrimas perfumadas.
que sinto o ferver de tudo.
é quando queria mil chibatadas,
pra ver no enbrulhar o repugno,
o vômitar das flores,
estômagos nauseados,
pelo jardim sem fim...
das chibatadas, em cada uma,
só restariam às marcas e cicatrizes,
de flores em gotas,
pois no conta-gotas,
há gotículas de lágrimas perfumadas.
o desenho
na procura por palavras,
sempre encontro, plugs, baratas e tomadas,
enfeitando meus olhos como diamantes.
fazendo meus pés se equilibrarem,
no cômodo balançar;
pés d'meia, quentinhos,
diante ao friozinho, o desenho do vento
outono sedento.
mas ainda procuro palavras...
sempre encontro, plugs, baratas e tomadas,
enfeitando meus olhos como diamantes.
fazendo meus pés se equilibrarem,
no cômodo balançar;
pés d'meia, quentinhos,
diante ao friozinho, o desenho do vento
outono sedento.
mas ainda procuro palavras...
11 Abril 2006
idéias transeuntes
blém, blém, blém...
tudo sacode nesse trem,
trem que não é trem, é lata!
revistido de prata cintilante,
transeunte noturno de olhos aquém,
almofadas de quase cetim, ruídos sonoros do fim...
......
blém, blém, blém...
tudo sacode nesse trem,
trem que não é trem, é lata!
que reluz na velocidade imaginada da luz,
dos postes que nos acompanham,
na cidade em luzes de neon.
de turnos e entulhos,
palacetes decadêntes e encontros juvenis!
......
blém, blém, blém...
tudo sacode nesse trem,
trem que não é trem, é lata!
que carrega e descarrega, corações e olhos no sambar,
de buracos e vácuos, ladeira abaixo,
num dançar desmedido do retorno ou contorno.
que só para no semáforo de aço e luzes brilhantes à piscar.
........
blém, blém, blém...
tudo sacode nesse trem,
trem que não é trem, é lata!
que empata os tiozinhos na trânsito bandido,
que xingam, ah... quantos palavrões!
nervosos buzinares de olhos a sondarem,
o deslizar da lata urbana, que me leva,
pelos becos e buracos da cidade profana,
nos instantes do meu pensar distraído...
pelos olhos e trovões à praguejar,
calma tiozinho, a lata já vai zarpar!!!
tudo sacode nesse trem,
trem que não é trem, é lata!
revistido de prata cintilante,
transeunte noturno de olhos aquém,
almofadas de quase cetim, ruídos sonoros do fim...
......
blém, blém, blém...
tudo sacode nesse trem,
trem que não é trem, é lata!
que reluz na velocidade imaginada da luz,
dos postes que nos acompanham,
na cidade em luzes de neon.
de turnos e entulhos,
palacetes decadêntes e encontros juvenis!
......
blém, blém, blém...
tudo sacode nesse trem,
trem que não é trem, é lata!
que carrega e descarrega, corações e olhos no sambar,
de buracos e vácuos, ladeira abaixo,
num dançar desmedido do retorno ou contorno.
que só para no semáforo de aço e luzes brilhantes à piscar.
........
blém, blém, blém...
tudo sacode nesse trem,
trem que não é trem, é lata!
que empata os tiozinhos na trânsito bandido,
que xingam, ah... quantos palavrões!
nervosos buzinares de olhos a sondarem,
o deslizar da lata urbana, que me leva,
pelos becos e buracos da cidade profana,
nos instantes do meu pensar distraído...
pelos olhos e trovões à praguejar,
calma tiozinho, a lata já vai zarpar!!!
liquefação.
nos contornos liquefeitos perfeitos,
de corpos glamorosos em copos quaisquer,
de liquidos resíduos,
tênues de duplo sentido,
de mão única, que insatisfaz.
desperta ao descrever tua busca,
e prescreve o caminho,
desígnio perdiz.
apaixonante como tuas palavras simples,
com teus traços, trejeitos afins.
que surgem nas frações desse segundo infinito,
na tarde sem graça [in]feliz.
de corpos glamorosos em copos quaisquer,
de liquidos resíduos,
tênues de duplo sentido,
de mão única, que insatisfaz.
desperta ao descrever tua busca,
e prescreve o caminho,
desígnio perdiz.
apaixonante como tuas palavras simples,
com teus traços, trejeitos afins.
que surgem nas frações desse segundo infinito,
na tarde sem graça [in]feliz.
10 Abril 2006
>meusmedos<
quando vi teus olhos caírem em minhas mãos,
após o sufrágio que nos abateu,
senti por um momento à desolação,
de por meus dedos em tua face,
e reconstruir o que se perdeu.
revirei todos os cantos, em desespero,
a procura de tuas lágrimas,
teus lábios,
que fiz existir naquele tempo,
a fim de reconstruir o encanto que quebrei.
mas só descobri em meio ao desencanto,
cacos de um santo, tua face.
em farrapos, ouvi o choro de criança,
que um dia chorei...
ainda me lembro,
quando o vento levou consigo,
aos montes;
em nuvens;
as pétalas;
bocados daquela flor da liberdade,
que um dia desencontrei.
após o sufrágio que nos abateu,
senti por um momento à desolação,
de por meus dedos em tua face,
e reconstruir o que se perdeu.
revirei todos os cantos, em desespero,
a procura de tuas lágrimas,
teus lábios,
que fiz existir naquele tempo,
a fim de reconstruir o encanto que quebrei.
mas só descobri em meio ao desencanto,
cacos de um santo, tua face.
em farrapos, ouvi o choro de criança,
que um dia chorei...
ainda me lembro,
quando o vento levou consigo,
aos montes;
em nuvens;
as pétalas;
bocados daquela flor da liberdade,
que um dia desencontrei.
06 Abril 2006
nesse dia...
amadureço, a cada piscar de olhos,
desnudos no deslumbrar,
que é o meu ofício,
de observar,
com olhos aguçados o mundo,
minhas garras afiadas...
no transportar em palavras e segundos,
o desvendar,
da realidade captada,
por sensores humanos e [sub]humanos irreais,
surreais realidades abrem-se assim, no espiral monstruoso.
e no varal do desejo, penduro minhas impossibilidades.
mas é no sacolejar transeunte de todos os dias,
que encontro o sentido pra vida,
em caligrafias no muro escuro,
nos contorno e adornos noturnos,
nas sombras urbanas de rua,
em pedaços de calçada, multildada de ensejos!
em restos, sim sou restos de tudo!!!
em gotas de sujeiras sem fim.
na pretensão de não saber o fracasso do acaso,
na poeira, fumaça, suor, beijos e bocas...
sim eu existo!!!
amo-te vida burbulhante escarlate,
que ferve, conspira, alucina!!!
e que nesse dia,
abre as janelas da palma da mão,
só pra mim.
desnudos no deslumbrar,
que é o meu ofício,
de observar,
com olhos aguçados o mundo,
minhas garras afiadas...
no transportar em palavras e segundos,
o desvendar,
da realidade captada,
por sensores humanos e [sub]humanos irreais,
surreais realidades abrem-se assim, no espiral monstruoso.
e no varal do desejo, penduro minhas impossibilidades.
mas é no sacolejar transeunte de todos os dias,
que encontro o sentido pra vida,
em caligrafias no muro escuro,
nos contorno e adornos noturnos,
nas sombras urbanas de rua,
em pedaços de calçada, multildada de ensejos!
em restos, sim sou restos de tudo!!!
em gotas de sujeiras sem fim.
na pretensão de não saber o fracasso do acaso,
na poeira, fumaça, suor, beijos e bocas...
sim eu existo!!!
amo-te vida burbulhante escarlate,
que ferve, conspira, alucina!!!
e que nesse dia,
abre as janelas da palma da mão,
só pra mim.
05 Abril 2006
hoje
hoje o dia nasceu com cara de alegria,
disfaraçado pelo entusiasmo nocívo passivo de teus olhos,
tua boca, tuas palavras.
vou ao delírio a cada carácter lido,
no desvendar da tua fé,
no resumir da tua busca.
e no concluir da distância,
e no exaurir o mistério do teu ser.
queria ser teu coração.
que é possante, 4x4, motor traçado,
aguenta qualquer pressão;
espaçoso, vistoso, acessórios mil,
óleo, gasolina e álcool.
apaixonantemente te procuro!
mas é tudo alucinação,
de uma menina boba, ingênua, que ás vezes,
arranca do peito singelo,
e fica a observar o velho coração.
disfaraçado pelo entusiasmo nocívo passivo de teus olhos,
tua boca, tuas palavras.
vou ao delírio a cada carácter lido,
no desvendar da tua fé,
no resumir da tua busca.
e no concluir da distância,
e no exaurir o mistério do teu ser.
queria ser teu coração.
que é possante, 4x4, motor traçado,
aguenta qualquer pressão;
espaçoso, vistoso, acessórios mil,
óleo, gasolina e álcool.
apaixonantemente te procuro!
mas é tudo alucinação,
de uma menina boba, ingênua, que ás vezes,
arranca do peito singelo,
e fica a observar o velho coração.
amanhã
o líquido reluz ao som saudoso,
no trililim e do conversar gostoso,
da luz que está em todos, amanhã é dia de iluminar...
vamos beber que Baco agradece,
mesmo que seja cerveja barata!
ou vinho da mesma safra!
ao ritmo dos sorrisos supostos postos à mesa;
lá vêm mais um, mais dois,
uni-ser ao grupo, feliz por que se quiz,
estar ali, comemorar, bebericar...
o quê não te importa, ignorância torta.
desculpas as mazelas do coração,
que esquecemos por um momento então...
sem ruminar, vamos festejar,
o cortejo, fúnebre feliz...
que se faz passar nesse amanhã,
e se antecipa nas minhas palavras,
que viraram dia e data...
o dia em que me fiz gente, criança carênte,
de sangue, choro & ilusão.
no trililim e do conversar gostoso,
da luz que está em todos, amanhã é dia de iluminar...
vamos beber que Baco agradece,
mesmo que seja cerveja barata!
ou vinho da mesma safra!
ao ritmo dos sorrisos supostos postos à mesa;
lá vêm mais um, mais dois,
uni-ser ao grupo, feliz por que se quiz,
estar ali, comemorar, bebericar...
o quê não te importa, ignorância torta.
desculpas as mazelas do coração,
que esquecemos por um momento então...
sem ruminar, vamos festejar,
o cortejo, fúnebre feliz...
que se faz passar nesse amanhã,
e se antecipa nas minhas palavras,
que viraram dia e data...
o dia em que me fiz gente, criança carênte,
de sangue, choro & ilusão.
31 Março 2006
game over!!!
no meio da confusão toda,
a soberba de vários e a intensão de muitos...
às vezes chego a pensar que tudo isso não passa de um jogo,
um apertar de botão!!!
como na época da guerra fria...
só que com um pouquinho mais de realidade de outrora!
a soberba de vários e a intensão de muitos...
às vezes chego a pensar que tudo isso não passa de um jogo,
um apertar de botão!!!
como na época da guerra fria...
só que com um pouquinho mais de realidade de outrora!
sonho [n]ú
sonhos flutuam no quarto semi-escuro,
e a luz caí em gotas pelo colchão.
um sombra púrpura me espera encostada,
na porta entre aberta,
para o mundo, que batuca ao fundo,
alucinação...
ouço vozes, que [me] chamam...
que refletem,
entre o fechar dos olhos,
à nudez do sonho,
e o acordar sem intensão...
mas ouso olhar no espelho...
os olhos que olham os olhares,
indecisos...
que perambulam em desordem e desencontro,
nas bocas que bocejam o sono, retraído...
de uma noite mal dormida,
de pesadelo e ilusão.
e a luz caí em gotas pelo colchão.
um sombra púrpura me espera encostada,
na porta entre aberta,
para o mundo, que batuca ao fundo,
alucinação...
ouço vozes, que [me] chamam...
que refletem,
entre o fechar dos olhos,
à nudez do sonho,
e o acordar sem intensão...
mas ouso olhar no espelho...
os olhos que olham os olhares,
indecisos...
que perambulam em desordem e desencontro,
nas bocas que bocejam o sono, retraído...
de uma noite mal dormida,
de pesadelo e ilusão.
30 Março 2006
és, foras!
és cego enquanto teus olhos,
enxergam o quê não gostariam de ouvir.
és ébrio no desdenho profano,
do precisar de algo para prosseguir.
és santo, enquanto, unidas,
vossas mãos e preces tendem a se despir,
és velho, no enredo disléxico do devir.
és sutil, por estares presente onde,
deverias fugir.
és doce, quando o gosto encerra,
e a fragância alimenta o sentir.
és marinheiro, quando enfrentas as tormentas,
a frente da babilônia do existir.
és graça, quando sorri, no momento,
exato, enquanto a lágrima se faz cair.
és amor, ao encontrar o medo, a dor, e a esperança,
sempre no persistir.
enxergam o quê não gostariam de ouvir.
és ébrio no desdenho profano,
do precisar de algo para prosseguir.
és santo, enquanto, unidas,
vossas mãos e preces tendem a se despir,
és velho, no enredo disléxico do devir.
és sutil, por estares presente onde,
deverias fugir.
és doce, quando o gosto encerra,
e a fragância alimenta o sentir.
és marinheiro, quando enfrentas as tormentas,
a frente da babilônia do existir.
és graça, quando sorri, no momento,
exato, enquanto a lágrima se faz cair.
és amor, ao encontrar o medo, a dor, e a esperança,
sempre no persistir.
29 Março 2006
manhã passageira
pela cidade, perambulo e percebo...
a calçada que lateja pegadas anônimas,
em pedaços,
de uma manhã sem graça, de poucos encantos,
no centro incoberto de mundos,
cimento bruto e hostil!
das entranhas, becos e manhas
surgem figuras sutis,
como o homem de passado longínquo, decrépito mas feliz...
ou outros homens, ébrios, de vida e calçada,
que emanam cansaço e odores vil.
do mal humor, de olhares mascarados,
escondidos em cortinas de cetim!
da beleza não descoberta, da moça bonita,
que num desfilar transeunte, [quase] ninguém há viu!
a calçada que lateja pegadas anônimas,
em pedaços,
de uma manhã sem graça, de poucos encantos,
no centro incoberto de mundos,
cimento bruto e hostil!
das entranhas, becos e manhas
surgem figuras sutis,
como o homem de passado longínquo, decrépito mas feliz...
ou outros homens, ébrios, de vida e calçada,
que emanam cansaço e odores vil.
do mal humor, de olhares mascarados,
escondidos em cortinas de cetim!
da beleza não descoberta, da moça bonita,
que num desfilar transeunte, [quase] ninguém há viu!
23 Março 2006
canecas e temperos
a chaleira borbulha tímida no fogão,
as xícaras se desdobram sobre o balção.
os talheres referenciam,
o pensamento e a dedução.
borbulham idéias por todos os cantos,
e o vapor seduz com seus encantos,
gotígulas de pensamento em canecas,
cheiro de tempero no coração.
as xícaras se desdobram sobre o balção.
os talheres referenciam,
o pensamento e a dedução.
borbulham idéias por todos os cantos,
e o vapor seduz com seus encantos,
gotígulas de pensamento em canecas,
cheiro de tempero no coração.
ofício.
no sereno atravesso segredos de estrelas,
no cosmos furtivo meu; que segue,
escrito em palavras úmidas,
com decibéis calados & indefinidos.
percebo também no enredo,
o ensejo conciso, prolifico.
desejoso de inventar o sacrifício,
que prossigo, sem contrariar.
assim segue no desnudar da noite,
moribunda, mas de astuta ternura,
o atravessar de nuvens escuras,
mutidões de estrelas solitárias.
no cosmos furtivo meu; que segue,
escrito em palavras úmidas,
com decibéis calados & indefinidos.
percebo também no enredo,
o ensejo conciso, prolifico.
desejoso de inventar o sacrifício,
que prossigo, sem contrariar.
assim segue no desnudar da noite,
moribunda, mas de astuta ternura,
o atravessar de nuvens escuras,
mutidões de estrelas solitárias.
22 Março 2006
do [en] ça.
sofro de dislexia nervosa.
por favor, tirem o dicionário da minha frente,
ou diga uma palavra e serás salvo!
por favor, tirem o dicionário da minha frente,
ou diga uma palavra e serás salvo!
palavrismo!
por que rima sem rima,
que ruma e remenda,
e rima, sem querer remar na direção
do [in] verso e reverso,
que rema e quê rima sem intensão!
que ruma e remenda,
e rima, sem querer remar na direção
do [in] verso e reverso,
que rema e quê rima sem intensão!
cut up
o papel escuta preferências absurdas,
enterra teu braço no copo.
desperta rascunho e ajuda,
o desejo saltou pela janela,
pagando pra ver o refrão.
agora despeja maneiras e abreviaturas,
gramática pura de tesão.
teu exemplo assemelha a loucura,
que salva e protege à invensão.
o quê quero é mudar tua lógica,
acredita que choras por mim?!
a mentira escancarada desnuda,
veste à palma da minha mão.
enterra teu braço no copo.
desperta rascunho e ajuda,
o desejo saltou pela janela,
pagando pra ver o refrão.
agora despeja maneiras e abreviaturas,
gramática pura de tesão.
teu exemplo assemelha a loucura,
que salva e protege à invensão.
o quê quero é mudar tua lógica,
acredita que choras por mim?!
a mentira escancarada desnuda,
veste à palma da minha mão.
21 Março 2006
equilíbrio
enquanto perpasso meus olhos,
pelos becos e medidas à minha frente,
deslumbro a parada do tempo,
e o inventar do presente.
é o senhor que boceja estático,
é à moça que concentra seus olhos,
o moço que argumenta sintático,
outros olhos que repreendem a espera.
tudo à frente de meus olhos,
estáticos...
é o tempo que parou um segundo pra me olhar!
pelos becos e medidas à minha frente,
deslumbro a parada do tempo,
e o inventar do presente.
é o senhor que boceja estático,
é à moça que concentra seus olhos,
o moço que argumenta sintático,
outros olhos que repreendem a espera.
tudo à frente de meus olhos,
estáticos...
é o tempo que parou um segundo pra me olhar!
verbos & provérbios.
o redimir propoêm esquecer,
o repensar estabelece o devir,
a recompensa impoêm a proeza,
e o descordar ignora o conjugar.
o repensar estabelece o devir,
a recompensa impoêm a proeza,
e o descordar ignora o conjugar.
anseio
deveres à dever,
a espera do cumprir,
sincera vontade de esquecer.
frio na barriga, no lembrar da ância,
beijos avulsos.
desejos suspensos...
sou inquietação.
a espera do cumprir,
sincera vontade de esquecer.
frio na barriga, no lembrar da ância,
beijos avulsos.
desejos suspensos...
sou inquietação.
20 Março 2006
tradição.
farra [do boi]
fanfarra,
fagulha,
fado,
faceiro
façanha,
fantasia,
fantasma,
fascínio,
favônio,
ferroada,
funânbulo,
fulgir,
fulo, [boi]
fuá,
fresco,
forte,
fuzuê.
fanfarra,
fagulha,
fado,
faceiro
façanha,
fantasia,
fantasma,
fascínio,
favônio,
ferroada,
funânbulo,
fulgir,
fulo, [boi]
fuá,
fresco,
forte,
fuzuê.
17 Março 2006
>>>>>>>>>>>>>>policemia>>>>>>>>>>>>>>>>
palavras e mais palavras dela,
são jogadas no ar.
flutuantes e borbulhantes,
dançam sem parar,
à dança mágica do descodificar.
são jogadas no ar.
flutuantes e borbulhantes,
dançam sem parar,
à dança mágica do descodificar.
o palco, pulsante, pensante,
é a minha cabeça medíocre,
ignota!
palavras, sílabas e conceitos,
dançam e fazem gargalhar,
sobre a minha ignorância, idiossincrásica/besta & singular.
é a minha cabeça medíocre,
ignota!
palavras, sílabas e conceitos,
dançam e fazem gargalhar,
sobre a minha ignorância, idiossincrásica/besta & singular.
16 Março 2006
grito
tem horas que, no silêncio,
o mais recomendável é gritar!
é quando você percebe,
os milésimos de segundos,
que se leva,
para à resposta sincera.
outro ruído,
outro indivíduo a gritar,
e assim sucessívamente...
pode-se ouvir:
cala-boca!!!
de longe...muito longe!
na sequência, ouve-se ainda:
cala-boca!
tá ficando louca?!??
e mesmo assim, você não pare de gritar...
pois logo,
outra resposta virá...
quem sabe até,
com um pouco mais de violência!
auto-violência sincera.
diário de bordo;
dias desolados e ensolarados.
grite alto, por favor!!!!!
o mais recomendável é gritar!
é quando você percebe,
os milésimos de segundos,
que se leva,
para à resposta sincera.
outro ruído,
outro indivíduo a gritar,
e assim sucessívamente...
pode-se ouvir:
cala-boca!!!
de longe...muito longe!
na sequência, ouve-se ainda:
cala-boca!
tá ficando louca?!??
e mesmo assim, você não pare de gritar...
pois logo,
outra resposta virá...
quem sabe até,
com um pouco mais de violência!
auto-violência sincera.
diário de bordo;
dias desolados e ensolarados.
grite alto, por favor!!!!!
10 Março 2006
verdades & mentiras.
hoje exalo sarcasmo.
a insónia/criativa é ótima.
por isso/isso:
joiiinvilllee tem aleeegrriia!
joiiinvilllee tem diiveerrsson!
joiiinvilllee tem Friiittzzz e Fridddaaaa!
Chooopppeeeeee de craça e de camiinhooonnn!!!
essa é a mentira mais bem contada dos últimos tempos, leia-se 155 anos!!!
se estás ofendido, de um sorriso por favor!
se quizer reclamar, estou esperando!!!
a insónia/criativa é ótima.
por isso/isso:
joiiinvilllee tem aleeegrriia!
joiiinvilllee tem diiveerrsson!
joiiinvilllee tem Friiittzzz e Fridddaaaa!
Chooopppeeeeee de craça e de camiinhooonnn!!!
essa é a mentira mais bem contada dos últimos tempos, leia-se 155 anos!!!
se estás ofendido, de um sorriso por favor!
se quizer reclamar, estou esperando!!!
08 Março 2006
ela
a pétala da flor desliza suave,
pelos contornos dela, mulher.
eis que silenciosa és provedora,
no padecer dos dia,
no deslumbrar de tão intensa beleza.
e sinuosa,
és ambígua e branda em teu seio simplório,
que desaflora no teu imenso manto exótico,
de teus contornos pueris.
é na delícia da pétala em seu ser,
que escorrega delicada pela pele rosada,
pele macia de manhã mansa, como a brisa,
que carrega a semente do mundo,
nas pétalas de teu ventre,
digno da flor que encanta teus amantes,
no explendor do vosso existir,
és flor.
tua flor, flor generosa e constante.
pelos contornos dela, mulher.
eis que silenciosa és provedora,
no padecer dos dia,
no deslumbrar de tão intensa beleza.
e sinuosa,
és ambígua e branda em teu seio simplório,
que desaflora no teu imenso manto exótico,
de teus contornos pueris.
é na delícia da pétala em seu ser,
que escorrega delicada pela pele rosada,
pele macia de manhã mansa, como a brisa,
que carrega a semente do mundo,
nas pétalas de teu ventre,
digno da flor que encanta teus amantes,
no explendor do vosso existir,
és flor.
tua flor, flor generosa e constante.
02 Março 2006
[esboço: Manifestu Autós-phagein]
Eis que o movimento nasce de organismos, organizados
no espaço cadente de seus próprios esforços.
Somos o querer insultante, descrente e despretensioso
de espécie e cultura. Do artifício ardil, do ofício e diabruras: somos arte.
Do figurativo que alterado e distorcido, percebe o visível & invisível do auto-consumo imundo mundo.
Somos a profissão da estética sem ética dislexica, que com olhos
e letras exprimem o sentido ilusório e perene.
E contidos de preceitos e pré-conceitos desfigurados pela razão obsoleta, somos abstratos através da cor, letra e pavor.
Somos mecânicos de manhas delituosos nas fasanhas presente e hostil.
Da escaramuça litarária, somos submissos e submersos
do movimento autofagico.
Somos o alimento de mil milhões de cabeças imaginárias sem fim.
Somos o ócio e a destruição, na ação de auto nutrir-se de criatividade e escárnio.
Pois somos papel, carne, sangue, celulose e fumaça liquida, embrenhada no ser.
Somos o coletivo delirante de diversos sujeitos
desajeitados de candura repelente sincera.
Somos as teclas que relincham no mundo dos sonhos
subversivos, sem comoção, no desespero do desejo e
semente surreal.
Somos a perturbação e a auto-violência, consumo
próprio, imagens, protuberâncias, abortos e salivas.
Somos autofagicos. Mágicos sem futuro e equilibristas
do tempo encima do muro, decadêntes ao cúmulo da
arte dos reflexos de nosso auto-consumo prolixo palavrista & auto-imagem.
no espaço cadente de seus próprios esforços.
Somos o querer insultante, descrente e despretensioso
de espécie e cultura. Do artifício ardil, do ofício e diabruras: somos arte.
Do figurativo que alterado e distorcido, percebe o visível & invisível do auto-consumo imundo mundo.
Somos a profissão da estética sem ética dislexica, que com olhos
e letras exprimem o sentido ilusório e perene.
E contidos de preceitos e pré-conceitos desfigurados pela razão obsoleta, somos abstratos através da cor, letra e pavor.
Somos mecânicos de manhas delituosos nas fasanhas presente e hostil.
Da escaramuça litarária, somos submissos e submersos
do movimento autofagico.
Somos o alimento de mil milhões de cabeças imaginárias sem fim.
Somos o ócio e a destruição, na ação de auto nutrir-se de criatividade e escárnio.
Pois somos papel, carne, sangue, celulose e fumaça liquida, embrenhada no ser.
Somos o coletivo delirante de diversos sujeitos
desajeitados de candura repelente sincera.
Somos as teclas que relincham no mundo dos sonhos
subversivos, sem comoção, no desespero do desejo e
semente surreal.
Somos a perturbação e a auto-violência, consumo
próprio, imagens, protuberâncias, abortos e salivas.
Somos autofagicos. Mágicos sem futuro e equilibristas
do tempo encima do muro, decadêntes ao cúmulo da
arte dos reflexos de nosso auto-consumo prolixo palavrista & auto-imagem.
24 Fevereiro 2006
amor antigo
Na varanda do desejo,
um corpo puro de encanto, está à espera.
lânguido,
anda e desanda no pequeno espaço...
Surge na esquina, o descanso,
para o lânguido corpo,
apressado e aflito.
lascivos olhares são lançados ao corpo.
Que espera...
os olhares também esperam, anciosos.
a saída, do imposto padrasto,
que guarda o puro corpo de desejo inocênte.
A saída...
que surge, logo em seguida.
corpos e olhares estremecem..
e no surto apressado, o enlace desejoso.
corpos, olhares, volúpia & saliva.
Na varanda do desejo,
corpos se amam num amor inibido,
de lábios e olhares infinitos...
da paixão escondida, do tempo que foi perdido.
um corpo puro de encanto, está à espera.
lânguido,
anda e desanda no pequeno espaço...
Surge na esquina, o descanso,
para o lânguido corpo,
apressado e aflito.
lascivos olhares são lançados ao corpo.
Que espera...
os olhares também esperam, anciosos.
a saída, do imposto padrasto,
que guarda o puro corpo de desejo inocênte.
A saída...
que surge, logo em seguida.
corpos e olhares estremecem..
e no surto apressado, o enlace desejoso.
corpos, olhares, volúpia & saliva.
Na varanda do desejo,
corpos se amam num amor inibido,
de lábios e olhares infinitos...
da paixão escondida, do tempo que foi perdido.
muro
Dos desejos suspensos encima do muro,
o muro do mundo e das ilusões.
ainda esperamos à referência!
referencias de quem não tem nada a situar.
mas esperamos, aflitos...
a espera desgasta, aludi, cria, e pari...
o gesto desconexo entre vários,
do consumo próprio, auto-consumo verdadeiro.
desespero para alguns, inspiração pra outros.
mas ainda esperamos, suspeitos...
suspeitos do crime perfeito.
papel, impulso e arte...
somos avulsos encima do muro...
avulsos de nossa própria alma...
mas ainda esperamos, defeitos...
desejos suspensos encima do muro.
o muro do mundo e das ilusões.
ainda esperamos à referência!
referencias de quem não tem nada a situar.
mas esperamos, aflitos...
a espera desgasta, aludi, cria, e pari...
o gesto desconexo entre vários,
do consumo próprio, auto-consumo verdadeiro.
desespero para alguns, inspiração pra outros.
mas ainda esperamos, suspeitos...
suspeitos do crime perfeito.
papel, impulso e arte...
somos avulsos encima do muro...
avulsos de nossa própria alma...
mas ainda esperamos, defeitos...
desejos suspensos encima do muro.
poesia visual
isso é poesia. estou certa disso!

"Sérgio Monteiro de Almeida, poeta brasileiro. Participou de exposições na Inglaterra e nos EUA. Foi incluído nas antologias Saciedade de Poetas Vivos, vol. V, e Poesía y Computador (México, 2002). Reside atualmente em San Diego (Califórnia)."
Fonte: www.bestiario.com.br

"Sérgio Monteiro de Almeida, poeta brasileiro. Participou de exposições na Inglaterra e nos EUA. Foi incluído nas antologias Saciedade de Poetas Vivos, vol. V, e Poesía y Computador (México, 2002). Reside atualmente em San Diego (Califórnia)."
Fonte: www.bestiario.com.br
20 Fevereiro 2006
17 Fevereiro 2006
masdemim
desses atos e exageros,
inconstantes pré-conceitos,
sofrimentos banais de instantes adversos,
figuras de mim...
violência própria do amor,
que denúncio sentir,
avidez no propósito, destruição & convicção,
meu consumo e auto-imagem.
sereno desprazer de quer estar/ser.
mas constatar o incapaz,
o complexo simplista de dever/sentir.
querer, estar, amar, sofrer, ser vivente, aparente!
mas ser assim.
da angústia mal sentida sem saber,
eis que as palavras são o rascunho do irreal,
do submundo, a desordem da retórica de estar/ser.
do pretérito imperfeito de saber o maisdemim.
inconstantes pré-conceitos,
sofrimentos banais de instantes adversos,
figuras de mim...
violência própria do amor,
que denúncio sentir,
avidez no propósito, destruição & convicção,
meu consumo e auto-imagem.
sereno desprazer de quer estar/ser.
mas constatar o incapaz,
o complexo simplista de dever/sentir.
querer, estar, amar, sofrer, ser vivente, aparente!
mas ser assim.
da angústia mal sentida sem saber,
eis que as palavras são o rascunho do irreal,
do submundo, a desordem da retórica de estar/ser.
do pretérito imperfeito de saber o maisdemim.
...
"Quando penso na alegria voraz
com que comemos galinha ao molho pardo,
dou-me conta de nossa truculência.
Eu, que seria incapaz de matar uma galinha,
tanto gosto delas vivas
mexendo o pescoço feio
e procurando minhocas.
Deveríamos não comê-las e ao seu sangue?
Nunca.
Nós somos canibais,
é preciso não esquecer.
E respeitar a violência que temos.
E, quem sabe, não comêssemos a galinha ao molho pardo,
comeríamos gente com seu sangue.
Minha falta de coragem de matar uma galinha
e no entanto comê-la morta
me confunde, espanta-me,
mas aceito.
A nossa vida é truculenta:
nasce-se com sangue
e com sangue corta-se a união
que é o cordão umbilical.
E quantos morrem com sangue.
É preciso acreditar no sangue
como parte de nossa vida.
A truculência.
É amor também."
LISPECTOR Clarice. "Nossa truculência" in A Descoberta do Mundo, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984, p. 386..
com que comemos galinha ao molho pardo,
dou-me conta de nossa truculência.
Eu, que seria incapaz de matar uma galinha,
tanto gosto delas vivas
mexendo o pescoço feio
e procurando minhocas.
Deveríamos não comê-las e ao seu sangue?
Nunca.
Nós somos canibais,
é preciso não esquecer.
E respeitar a violência que temos.
E, quem sabe, não comêssemos a galinha ao molho pardo,
comeríamos gente com seu sangue.
Minha falta de coragem de matar uma galinha
e no entanto comê-la morta
me confunde, espanta-me,
mas aceito.
A nossa vida é truculenta:
nasce-se com sangue
e com sangue corta-se a união
que é o cordão umbilical.
E quantos morrem com sangue.
É preciso acreditar no sangue
como parte de nossa vida.
A truculência.
É amor também."
LISPECTOR Clarice. "Nossa truculência" in A Descoberta do Mundo, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984, p. 386..
facínora.
eis que o desejo estais a espera,
na corda bamba do tempo,
esse tempo facínora equilibrista,
que reata e desata desejos,
desejos suspensos pelos milésimos mil de segundos...
segundos, minutos & horas....
tempo...
esse imensurável triturador de sonhos,
desejos devotos para ti,
tenho todo o tempo de mundo, a espera.
na corda bamba do tempo,
esse tempo facínora equilibrista,
que reata e desata desejos,
desejos suspensos pelos milésimos mil de segundos...
segundos, minutos & horas....
tempo...
esse imensurável triturador de sonhos,
desejos devotos para ti,
tenho todo o tempo de mundo, a espera.
mãos
espero pelo calor gentil de tuas mãos,
espero pelo aconchego gostoso em teu peito,
espero pela contemplação de estar ao teu lado,
só mais uns minutos...
espero pelo aconchego gostoso em teu peito,
espero pela contemplação de estar ao teu lado,
só mais uns minutos...
16 Fevereiro 2006
15 Fevereiro 2006
13 Fevereiro 2006
estrelas
o fascínio instantâneo,
do brilho das estrelas refletido no teu olhar,
é sentido e multiplicado,
na velocidade, com que teus braços,
levam para me aconchegar,
em teu peito.
as estrelas,
culpadas por tudo,
iluminam a sombra única refletida ao luar.
as estrelas...
elas são culpadas por tudo.
do brilho das estrelas refletido no teu olhar,
é sentido e multiplicado,
na velocidade, com que teus braços,
levam para me aconchegar,
em teu peito.
as estrelas,
culpadas por tudo,
iluminam a sombra única refletida ao luar.
as estrelas...
elas são culpadas por tudo.
09 Fevereiro 2006
sonhos
acordei com isso na cabeça:
abra-te janela de raios brilhantes,
na soleira da preguiça à espera,
radiante pelos olhos da quimera.
abra-te janela de raios brilhantes,
na soleira da preguiça à espera,
radiante pelos olhos da quimera.
02 Fevereiro 2006
...
e as novelas cibernéticas continuam...
não perco um capítulo:
- o mocinho que esnoba
- a mocinha que chora
- o mocinho que volta
- a mocinha que vai embora
o vilão é o tempo, que os constrange/abandona.
as novelas reais, tem "um'q", de ficção,
mas no final tudo se mistura.
não perco um capítulo:
- o mocinho que esnoba
- a mocinha que chora
- o mocinho que volta
- a mocinha que vai embora
o vilão é o tempo, que os constrange/abandona.
as novelas reais, tem "um'q", de ficção,
mas no final tudo se mistura.
limite da ilusão
a velha e boa sensação,
bateu novamente a porta do andrógino coração,
os pés não sentem mais o chão,
e a boca seca,
espera pela saliva endógena.
enquanto isso,
rasgo a pele do antebraço,
com pequenos alfinetes coloridos com flores,
e escuto rhythm&blues na vitrola,
bom e velho ritmo triste.
a vitrola, antiga, choraminga,
a pele, branca, marcada, também,
os olhos admiram,
a boca sorri,
o solfejo ambienta à cena,
os olhos brilham,
a dor contamina a carne,
a dor, devoluta.
a velha e boa sensação está de volta,
e devora,
os limites,
grito & esperneio,
iiiiiuuuuppppyyyyyyy!!!!
mas o velho negro choraminga,
por mim.
bateu novamente a porta do andrógino coração,
os pés não sentem mais o chão,
e a boca seca,
espera pela saliva endógena.
enquanto isso,
rasgo a pele do antebraço,
com pequenos alfinetes coloridos com flores,
e escuto rhythm&blues na vitrola,
bom e velho ritmo triste.
a vitrola, antiga, choraminga,
a pele, branca, marcada, também,
os olhos admiram,
a boca sorri,
o solfejo ambienta à cena,
os olhos brilham,
a dor contamina a carne,
a dor, devoluta.
a velha e boa sensação está de volta,
e devora,
os limites,
grito & esperneio,
iiiiiuuuuppppyyyyyyy!!!!
mas o velho negro choraminga,
por mim.
30 Janeiro 2006
entristecer
intrísecamente,
observo os contorno,
as elevações oponentes,
curvas retilínias e contundentes,
espaços condutores,
receptores de vida,
e desolada,
escavo as minhas feridas,
sanguinária,
vejo o sangue jorrar na parede,
parede branca, branquinha,
colorida agora em tons rubros,
com as mãos espalho à coloração,
marcas de minhas digitais,
coloridas com minha secreção,
esvaio-me rápido...
junto ao sangue...
que escorre parede a baixo,
e como a água,
percebida no ralo do chuveiro,
sou surripiada,
insconstante...
pelos atos e devaneios.
observo os contorno,
as elevações oponentes,
curvas retilínias e contundentes,
espaços condutores,
receptores de vida,
e desolada,
escavo as minhas feridas,
sanguinária,
vejo o sangue jorrar na parede,
parede branca, branquinha,
colorida agora em tons rubros,
com as mãos espalho à coloração,
marcas de minhas digitais,
coloridas com minha secreção,
esvaio-me rápido...
junto ao sangue...
que escorre parede a baixo,
e como a água,
percebida no ralo do chuveiro,
sou surripiada,
insconstante...
pelos atos e devaneios.
27 Janeiro 2006
esferasmeras
nos dividimos em mundos submundos,
diários e noturnos,
momentâneos espaços,
subdivisões de tempo & genero,
esparsos e dispersos significados,
noções,
tempo transigente,
tempo descontinuo,
tempo da gente,
mundos diversos & submersos,
em sensações e excreções,
deturpação e indiferenças,
inanimada se faz presença,
na perseverança existente,
da crença ingênua, no bem do poder,
poder de querer...
até morrer, morte agora!
inteligências inteiras, mundo a fora,
destroem a ignorância,
desarmam a imprudência,
contida num gesto vil,
visívelmente imbecil,
mundos e submundos descrentes,
dividido em esferas,
meras esferas,
que presencio a todo instante,
na derrota dos que se importam,
na vitória dos que acreditam,
que o tempo é o vilão,
tempo de meras esferas,
feras essas é que são elas.
esferasmeras.
diários e noturnos,
momentâneos espaços,
subdivisões de tempo & genero,
esparsos e dispersos significados,
noções,
tempo transigente,
tempo descontinuo,
tempo da gente,
mundos diversos & submersos,
em sensações e excreções,
deturpação e indiferenças,
inanimada se faz presença,
na perseverança existente,
da crença ingênua, no bem do poder,
poder de querer...
até morrer, morte agora!
inteligências inteiras, mundo a fora,
destroem a ignorância,
desarmam a imprudência,
contida num gesto vil,
visívelmente imbecil,
mundos e submundos descrentes,
dividido em esferas,
meras esferas,
que presencio a todo instante,
na derrota dos que se importam,
na vitória dos que acreditam,
que o tempo é o vilão,
tempo de meras esferas,
feras essas é que são elas.
esferasmeras.
23 Janeiro 2006
um zzziiiilhÂÂÂÂÂaammmmm de protuberâncias
abre-se a janela do quintal,
um zzziiiilhâââaammmmm de moscas,
batem asas, voando sem norte,.
zzzzuuuummmmm, zzzzuuuummmmmm!!!
o calor pútrido/fétido,
infesta o ambiente,
as moscas adoram!!!
e quanto mais calor abafado e úmido,
mais moscas como companhia,
zzzzuuuummmm, zzzzuuummmmm!!!
sento sem ânimo,
junto ao beiral da janela...
as moscas teimam em me acompanhar,
penso por um segundo ou vários,
então conto...
1,5,9,13,17,32,47!!!
algo me diz baixinho ao ouvido:
isso não está certo!
então digo a mim mesmo:
essa deve ser a famosa voz da consciência;
ou minha adorável decadência,
batendo em minha cabeça, como se fosse porta,
querendo entrar, e ficar pro café...
por uns instantes observo,
sinto a ação percorrer o meu corpo,
isso faz meus nervos tremerem...
reflito...
e num ato violênto & sereno,
ataco numa emboscada!!!
três, "foram pra fita", penso sorridente!
logo planejo, minha nova investida,
logo...
e assim, passo o dia,
a contar e contra-atacar,
um zzziiiilhâââaammmmm de moscas e suas protuberâncias de minha janela, sentada!
um zzziiiilhâââaammmmm de moscas,
batem asas, voando sem norte,.
zzzzuuuummmmm, zzzzuuuummmmmm!!!
o calor pútrido/fétido,
infesta o ambiente,
as moscas adoram!!!
e quanto mais calor abafado e úmido,
mais moscas como companhia,
zzzzuuuummmm, zzzzuuummmmm!!!
sento sem ânimo,
junto ao beiral da janela...
as moscas teimam em me acompanhar,
penso por um segundo ou vários,
então conto...
1,5,9,13,17,32,47!!!
algo me diz baixinho ao ouvido:
isso não está certo!
então digo a mim mesmo:
essa deve ser a famosa voz da consciência;
ou minha adorável decadência,
batendo em minha cabeça, como se fosse porta,
querendo entrar, e ficar pro café...
por uns instantes observo,
sinto a ação percorrer o meu corpo,
isso faz meus nervos tremerem...
reflito...
e num ato violênto & sereno,
ataco numa emboscada!!!
três, "foram pra fita", penso sorridente!
logo planejo, minha nova investida,
logo...
e assim, passo o dia,
a contar e contra-atacar,
um zzziiiilhâââaammmmm de moscas e suas protuberâncias de minha janela, sentada!
saudades
a nostalgia que arrebate teu ventre,
que descolore teu dia,
e desafia tua alegria,
é a mesma saudade que sentes,
ao ver a luz do dia,
o desabrochar da melancolia,
que no engolir da saliva,
ao recordar lembranças queridas,
repete-se na ância infinita,
de querer estar,
e querer bem;
que descolore teu dia,
e desafia tua alegria,
é a mesma saudade que sentes,
ao ver a luz do dia,
o desabrochar da melancolia,
que no engolir da saliva,
ao recordar lembranças queridas,
repete-se na ância infinita,
de querer estar,
e querer bem;
19 Janeiro 2006
florada
menina bonita, de cabelos ao vento
vem de vento, leva-la ao teu encontro
vem com a brisa, trazendo a flor
a flor que desaflora, junto ao teu encanto
encanto de moça cheirosa, bonita e vistosa
és da flor, ao lembrar, o cheiro da rosa
menina bonita, de cabelos ao vento
vem cheirando flor, trazendo o alento
vem de verde, pra lembrar da flor
vem de vermelho pra esquecer da dor
vem de céu,pra sentir teu calor
menina bonita, de cabelos ao vento
vem mansamente, generosa e contente
que insinuante, vem mostrar teus espinhos
vem de fininho, parar o tempo
que quando te vê, esquece o lamento.
vem de vento, leva-la ao teu encontro
vem com a brisa, trazendo a flor
a flor que desaflora, junto ao teu encanto
encanto de moça cheirosa, bonita e vistosa
és da flor, ao lembrar, o cheiro da rosa
menina bonita, de cabelos ao vento
vem cheirando flor, trazendo o alento
vem de verde, pra lembrar da flor
vem de vermelho pra esquecer da dor
vem de céu,pra sentir teu calor
menina bonita, de cabelos ao vento
vem mansamente, generosa e contente
que insinuante, vem mostrar teus espinhos
vem de fininho, parar o tempo
que quando te vê, esquece o lamento.
17 Janeiro 2006
deversentir
a calamidade és minha enamorada,
calada, assombra meus encantos,
desmedida, inflama minhas feridas,
silenciosa, invade minha morada...
o erro és meu companheiro,
que invisível, destroe-me por inteiro,
irreconhecível, acalenta meu destino,
corrosivamente, transtorna todo o sentido...
a derrota és minha guia,
que incansável constrói mentiras,
trágica, me desanima,
mas pérfida, minha face acaricia.
o escárnio és minha desculpa,
a ironia, és minha mascára/desgraça,
o sarcasmo meu escudo/lúdico,
a desordem minha ácida/culpa estúpida!
calada, assombra meus encantos,
desmedida, inflama minhas feridas,
silenciosa, invade minha morada...
o erro és meu companheiro,
que invisível, destroe-me por inteiro,
irreconhecível, acalenta meu destino,
corrosivamente, transtorna todo o sentido...
a derrota és minha guia,
que incansável constrói mentiras,
trágica, me desanima,
mas pérfida, minha face acaricia.
o escárnio és minha desculpa,
a ironia, és minha mascára/desgraça,
o sarcasmo meu escudo/lúdico,
a desordem minha ácida/culpa estúpida!
propensões
a lágrima da pálpebra,
caíu no lago profundo,
das propensões verdadeiras que alegram,
ao insinuar sincero do ser,
que insiste na sinuosa repressão,
ignota a devoção alheia,
repreende e encera devaneios,
abstratos.
sensurando travessas bobeiras,
esquecendo de teus profundos sentidos,
esvaece e escarra,
micro/particulas mil,
de puro e escaldante,
pútrido,
egoísmo sem fim.
caíu no lago profundo,
das propensões verdadeiras que alegram,
ao insinuar sincero do ser,
que insiste na sinuosa repressão,
ignota a devoção alheia,
repreende e encera devaneios,
abstratos.
sensurando travessas bobeiras,
esquecendo de teus profundos sentidos,
esvaece e escarra,
micro/particulas mil,
de puro e escaldante,
pútrido,
egoísmo sem fim.
13 Janeiro 2006
enleio
minha novela diária,
meus segredos supresos,
inconstantes,
aos desejos dos outros,
suas dúvidas, aflições,
desaguam,
como num rio de palavras,
junto a minha paixão crônica pela angústia,
minha insegurança desmedida,
aflita,
e ainda sim, insisto no possível,
no encanto,
mas me contento com seu afeto violento,
minha coléra de amor,
é teu, meu afeto infinito.
minhas alucinações,
contemplam,
despidas de abstratas paisagens,
o divino,
o espetáculo,
o escândalo,
o saber é como areia na palma da mão,
como palavra nova em nosso cérebro!
fratura...
como o acordar de não dormir!
e saber que tudo não passa,
de um grande enredo teatral!
conspiração absurda,
e presentir,
qualquer,
suplício & compaixão.
meus segredos supresos,
inconstantes,
aos desejos dos outros,
suas dúvidas, aflições,
desaguam,
como num rio de palavras,
junto a minha paixão crônica pela angústia,
minha insegurança desmedida,
aflita,
e ainda sim, insisto no possível,
no encanto,
mas me contento com seu afeto violento,
minha coléra de amor,
é teu, meu afeto infinito.
minhas alucinações,
contemplam,
despidas de abstratas paisagens,
o divino,
o espetáculo,
o escândalo,
o saber é como areia na palma da mão,
como palavra nova em nosso cérebro!
fratura...
como o acordar de não dormir!
e saber que tudo não passa,
de um grande enredo teatral!
conspiração absurda,
e presentir,
qualquer,
suplício & compaixão.
12 Janeiro 2006
genialidade...
o inventor da felicidade,
deveria ganhar um prêmio,
nobel,
não...
de marketing&públicidade,
por tanta genialidade,
soube "vender o peixe" direitinho,
pena que não ensinou o caminho...
criou um pobre sentido,
pra os seres humanos lógicamente racionais!
que antes,
viviam a chutar pedras...
e hoje,
correm atrás do mapa,
que lhes mostrará a direção,
rumo a grande invenção,
[felicidade]
encontra-se mil e uma maneiras de se achar o caminho,
compra, vende, troca, financia, faz-se qualquer negócio,
rouba, mata e atrocida...
consumo e fútilidades mil,
[felicidade]
e você,
já encontrou seu feliz pergaminho?
deveria ganhar um prêmio,
nobel,
não...
de marketing&públicidade,
por tanta genialidade,
soube "vender o peixe" direitinho,
pena que não ensinou o caminho...
criou um pobre sentido,
pra os seres humanos lógicamente racionais!
que antes,
viviam a chutar pedras...
e hoje,
correm atrás do mapa,
que lhes mostrará a direção,
rumo a grande invenção,
[felicidade]
encontra-se mil e uma maneiras de se achar o caminho,
compra, vende, troca, financia, faz-se qualquer negócio,
rouba, mata e atrocida...
consumo e fútilidades mil,
[felicidade]
e você,
já encontrou seu feliz pergaminho?
11 Janeiro 2006
Versos íntimos
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que nesta terra miserável
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa ainda pena a tua chaga,
Apedreja esta mão vil que te afaga,
Escarra nesta boca que te beija!
Augusto dos Anjos
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que nesta terra miserável
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa ainda pena a tua chaga,
Apedreja esta mão vil que te afaga,
Escarra nesta boca que te beija!
Augusto dos Anjos
inefável
as palavras fogem da saliva,
da boca sublevam-se intensões,
quando o tencionar,
já deu lugar ao comtemplar,
quando o ócio explica,
e o deslumbrar torna-se num ludibriar,
e a careta é certa,
após o desvendar,
repletas...
incompletas sensações,
inventadas e abortadas,
após a lucidez,
o caos,
e o desprezo,
ao apego de si,
da calamidade própria,
mental,
sensorial,
desdita e infame,
do prelúdio,
da complexa sensação de existir.
da boca sublevam-se intensões,
quando o tencionar,
já deu lugar ao comtemplar,
quando o ócio explica,
e o deslumbrar torna-se num ludibriar,
e a careta é certa,
após o desvendar,
repletas...
incompletas sensações,
inventadas e abortadas,
após a lucidez,
o caos,
e o desprezo,
ao apego de si,
da calamidade própria,
mental,
sensorial,
desdita e infame,
do prelúdio,
da complexa sensação de existir.
05 Janeiro 2006
invenções...
destrutiva intuição,
de querer ter desprazeres,
sem precisão,
no intuito de consertar teus erros;
espero que não se arrependa,
mas quem és tu?
pra dúvidar de meus atos,
feminina como sou,
não me arrependo,
não me desgosto,
me desvaneio,
em prantos,
chorados e consertados,
com sorrisos...
teus sorrisos,
lindos,
de ti,
minha alma protetora,
meu coração forte,
meu eu...
minha felicidade instântanea,
meu sereno amor.
minha invensões absurdas,
se contradizem,
se desencontram,
no piscar de seus olhos,
brilhantes pra mim...
não me arrependo,
do quê ainda não fiz,
mas não compreendo,
minha ância bandida,
de relutar contra meu próprio eu.
de querer ter desprazeres,
sem precisão,
no intuito de consertar teus erros;
espero que não se arrependa,
mas quem és tu?
pra dúvidar de meus atos,
feminina como sou,
não me arrependo,
não me desgosto,
me desvaneio,
em prantos,
chorados e consertados,
com sorrisos...
teus sorrisos,
lindos,
de ti,
minha alma protetora,
meu coração forte,
meu eu...
minha felicidade instântanea,
meu sereno amor.
minha invensões absurdas,
se contradizem,
se desencontram,
no piscar de seus olhos,
brilhantes pra mim...
não me arrependo,
do quê ainda não fiz,
mas não compreendo,
minha ância bandida,
de relutar contra meu próprio eu.
temeridade
enquanto arranco meus cabelos,
e grito no silêncio interno,
de minhas entranhas,
o desgosto de estar sentada nessa cadeira imbecíl,
enquanto me tresvario na minha estravagância errónea de viver...
a vida me chama num cochicho!
e me diz que preciso de liberdade,
preciso realizar meus sonhos mais fúteis,
preciso velejar com meu amado e meu caiaque,
ainda não comprado...
e que preciso dar um chute bem no meio disso tudo...
liberdade,
me espere,
ainda que seja tarde.
e grito no silêncio interno,
de minhas entranhas,
o desgosto de estar sentada nessa cadeira imbecíl,
enquanto me tresvario na minha estravagância errónea de viver...
a vida me chama num cochicho!
e me diz que preciso de liberdade,
preciso realizar meus sonhos mais fúteis,
preciso velejar com meu amado e meu caiaque,
ainda não comprado...
e que preciso dar um chute bem no meio disso tudo...
liberdade,
me espere,
ainda que seja tarde.
04 Janeiro 2006
uso e desuso
todos nós,
somos usados,
descartados,
e reutilizados,
como as garrafas "pet",
de minha geladeira...
dos usos e desusos de nossa carne,
fiel,
derradeira,
apelativa,
intuitiva...
do uso nocivo de nossas noções de sentimento,
do uso abusivo de minhas capacidades mentais,
do uso destrutivo do meu corpo;
perdoem meus pecados...oh cristões!
e toda essa corja de místicos disfarçados...
pois hoje, o mais vil dos seres,
sou eu!
somos usados,
descartados,
e reutilizados,
como as garrafas "pet",
de minha geladeira...
dos usos e desusos de nossa carne,
fiel,
derradeira,
apelativa,
intuitiva...
do uso nocivo de nossas noções de sentimento,
do uso abusivo de minhas capacidades mentais,
do uso destrutivo do meu corpo;
perdoem meus pecados...oh cristões!
e toda essa corja de místicos disfarçados...
pois hoje, o mais vil dos seres,
sou eu!
.....................................asas pra voar..................
.................palavra........................
..boca..........................................
............ação................................
........estímulo................................
...........................reação...............
......círculo...................................
...emoção.......................................
.................................imaginação.....
.................pretensão......................
distorção.......................................
compreenção.....................................
sensação........................................
......................................bem estar,
............................compaixão & devoção.
..boca..........................................
............ação................................
........estímulo................................
...........................reação...............
......círculo...................................
...emoção.......................................
.................................imaginação.....
.................pretensão......................
distorção.......................................
compreenção.....................................
sensação........................................
......................................bem estar,
............................compaixão & devoção.
velhas notícias
as velhas notícias,
sorriem agora,
no velho jornal...
e o público se espanta,
com a morte,
do velhoe-terno imemorial:
jorge amado MORREU!!!!
e a gattai já ta indo pro saco também...
saibam todos agora,
enquanto escrevo sobre notícias velhas,
novas,
aos invencíveis...
sorriem agora,
no velho jornal...
e o público se espanta,
com a morte,
do velhoe-terno imemorial:
jorge amado MORREU!!!!
e a gattai já ta indo pro saco também...
saibam todos agora,
enquanto escrevo sobre notícias velhas,
novas,
aos invencíveis...
pés d'lama.
estou com meus pés na lama,
sinto sua aquosidade gosmenta em minha pele,
e com dificuldade, tento caminhar,
queria mesmo era correr,
pra bem longe disso tudo,
mas a lama...
ela não deixa,
e a cada segundo sinto a profundidade,
meus pés,
sujos,
nojentos,
atolados...
em lama,
pura lama,
faminta de pés descalços,
apropriados,
pra caminhar nesse lamaçal de ignorância,
calejados pela lama,
que só inflama,
minhas feridas de frustação,
e angustia de logo partir.
sinto sua aquosidade gosmenta em minha pele,
e com dificuldade, tento caminhar,
queria mesmo era correr,
pra bem longe disso tudo,
mas a lama...
ela não deixa,
e a cada segundo sinto a profundidade,
meus pés,
sujos,
nojentos,
atolados...
em lama,
pura lama,
faminta de pés descalços,
apropriados,
pra caminhar nesse lamaçal de ignorância,
calejados pela lama,
que só inflama,
minhas feridas de frustação,
e angustia de logo partir.
20 Dezembro 2005
19 Dezembro 2005
Clarice Lispector
"Mas há vida
que é para ser
intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser
vivido
até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata."
“Mas há a Vida”, in: A Descoberta do Mundo, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984, p. 539.
se alguém quizer me dar este livro de presente de natal... ah...uh...teria minha gratidão eternamente!
que é para ser
intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser
vivido
até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata."
“Mas há a Vida”, in: A Descoberta do Mundo, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984, p. 539.
se alguém quizer me dar este livro de presente de natal... ah...uh...teria minha gratidão eternamente!
consciência...
conscientemente...
bato a cabeça na parede,
pra sentir dor;
conscientemente...
chuto a porta de ferro,
sólida,
pra meus dedos quebrar;
conscientemente...
passo a faca cortante, em meus dedos,
pra ver o sangue jorrar;
conscientemente...
falô mil besteiras ao seu ouvido,
pra te irritar;
conscientemente...
escrevo essas beisteiras,
pro tempo passar.
bato a cabeça na parede,
pra sentir dor;
conscientemente...
chuto a porta de ferro,
sólida,
pra meus dedos quebrar;
conscientemente...
passo a faca cortante, em meus dedos,
pra ver o sangue jorrar;
conscientemente...
falô mil besteiras ao seu ouvido,
pra te irritar;
conscientemente...
escrevo essas beisteiras,
pro tempo passar.
16 Dezembro 2005
poeira...
estamos velhos e sujos,
gastos,
e com poeira no nariz,
flores brotam de nossas orelhas,
e de nossa boca, jorra palavras,
do ímpeto,
como de um chafariz,
da sujeira da rua, da vida,
do desgaste do verbo,
do sujeito...
sincero pretério imperfeito...
das mazelas infinitas,
certeiras,
como a flecha na maçã,
ou na testa,
queria ser Peter Pan,
ingênua, infância, infântil,
mas continuamos fortes,
na corrida,
corrida para lugar algum,
corrida espacial,
espaço sideral,
galácticas ondas cerebrais...
que atingem o ápice,
num gesto despercebido,
agora,
pode ser...
sempre,
do simples,
para levantar poeira,
num instante qualquer.
gastos,
e com poeira no nariz,
flores brotam de nossas orelhas,
e de nossa boca, jorra palavras,
do ímpeto,
como de um chafariz,
da sujeira da rua, da vida,
do desgaste do verbo,
do sujeito...
sincero pretério imperfeito...
das mazelas infinitas,
certeiras,
como a flecha na maçã,
ou na testa,
queria ser Peter Pan,
ingênua, infância, infântil,
mas continuamos fortes,
na corrida,
corrida para lugar algum,
corrida espacial,
espaço sideral,
galácticas ondas cerebrais...
que atingem o ápice,
num gesto despercebido,
agora,
pode ser...
sempre,
do simples,
para levantar poeira,
num instante qualquer.
ilusão inerte.
estava à observar o tempo,
sentia a brisa em meus cabelos,
e os passáros a voar,
as árvores dançavam com o vento menino,
que fazia quase tudo bailar,
mas de repente,
acordo de meu sonho,
infântil,
inocênte,
estou onde sempre me encontro,
em meio a lençois coloridos...
meu leito...
por um momento,
olho a parede,
branca,
com partes da pintura a cair,
desbotada...
força do tempo...
e por um segundo,
vejo a parede sorrir,
esfrego os olhos, para enchergar melhor,
esse instante de surpresa e espanto,
procuro meus óculos,
onde estão???
não os encontro;
novamente,
por um segundo,
a parede,
sorri...
vejo em alto relevo dois braços a surgir,
me chamando, como se quisessem me abraçar;
chego perto...
chego perto para tocar, com a ponta do dedo,
a parede,
ela se mexe,
e seus supostos braços,
me envolvem...
estranho,
irreal,
sinto medo...
com a ponta da língua,
dou uma lambida,
na branca,
parede...
nessas alturas,
percebo,
que meu corpo despido,
tomou outra forma...
já não apresentava mais,
a cor rosada & morena de sempre,
estáva branco,
como a parede,
percebo também, além do meu desespero,
que minha língua também está branca...
sólida,
gélida,
inerte,
como a parede...
agora fico a observar,
minha nova forma,
branca & sólida...
gélida & inerte,
utilitária...
agora, sou parede...
sentia a brisa em meus cabelos,
e os passáros a voar,
as árvores dançavam com o vento menino,
que fazia quase tudo bailar,
mas de repente,
acordo de meu sonho,
infântil,
inocênte,
estou onde sempre me encontro,
em meio a lençois coloridos...
meu leito...
por um momento,
olho a parede,
branca,
com partes da pintura a cair,
desbotada...
força do tempo...
e por um segundo,
vejo a parede sorrir,
esfrego os olhos, para enchergar melhor,
esse instante de surpresa e espanto,
procuro meus óculos,
onde estão???
não os encontro;
novamente,
por um segundo,
a parede,
sorri...
vejo em alto relevo dois braços a surgir,
me chamando, como se quisessem me abraçar;
chego perto...
chego perto para tocar, com a ponta do dedo,
a parede,
ela se mexe,
e seus supostos braços,
me envolvem...
estranho,
irreal,
sinto medo...
com a ponta da língua,
dou uma lambida,
na branca,
parede...
nessas alturas,
percebo,
que meu corpo despido,
tomou outra forma...
já não apresentava mais,
a cor rosada & morena de sempre,
estáva branco,
como a parede,
percebo também, além do meu desespero,
que minha língua também está branca...
sólida,
gélida,
inerte,
como a parede...
agora fico a observar,
minha nova forma,
branca & sólida...
gélida & inerte,
utilitária...
agora, sou parede...
13 Dezembro 2005
o nada
isso tudo é porcaria,
despida,
da mais autêntica alegria,
tudo que escrevo são resquícios tocos,
de tocas memórias sem fim,
de toda a porcaria,
circulante,
vacilante,
desinteressada de um fim,
um fim em mim mesmo,
esse pedaço tosco,
de velhas e novas memórias,
arrependidas,
carne estragada,
podre,
arredia,
que desaba todos os dias,
em frente ao espelho,
desnuda,
entre meus pecados ordinários,
insignificantes e sem pretensões...
tudo que escrevo é porcaria,
e porcaria, se encontra,
todos os dias...
por todos os cantos,
desse mundo imundo.
despida,
da mais autêntica alegria,
tudo que escrevo são resquícios tocos,
de tocas memórias sem fim,
de toda a porcaria,
circulante,
vacilante,
desinteressada de um fim,
um fim em mim mesmo,
esse pedaço tosco,
de velhas e novas memórias,
arrependidas,
carne estragada,
podre,
arredia,
que desaba todos os dias,
em frente ao espelho,
desnuda,
entre meus pecados ordinários,
insignificantes e sem pretensões...
tudo que escrevo é porcaria,
e porcaria, se encontra,
todos os dias...
por todos os cantos,
desse mundo imundo.
12 Dezembro 2005
sentido de tudo
querer,
sempre querer,
querer de tudo,
e ter pouco a ofereçer,
esse é o sentido de tudo,
sempre queremos algo,
mesmo,
já tendo tudo,
o quê você quer agora?
mil e um bibelôs,
de vários tipos a procurar...
sem o desejo realizar;
querer sem ofertar,
querer sem dividir,
querer amar,
sem existir,
a existência é um querer infinito,
de inifinitas filosofias sobre o existir,
surreal querer do querer.
querer respirar...
querer amar,
eternamente,
querer despir,
todos os instantes,
da verdade da palavra,
proferida,
ingerida,
em doses cavalares,
de pura,
e singelas verdades,
do prazer de querer existir,
e satisfazer sem conseguir,
o querer.
sempre querer,
querer de tudo,
e ter pouco a ofereçer,
esse é o sentido de tudo,
sempre queremos algo,
mesmo,
já tendo tudo,
o quê você quer agora?
mil e um bibelôs,
de vários tipos a procurar...
sem o desejo realizar;
querer sem ofertar,
querer sem dividir,
querer amar,
sem existir,
a existência é um querer infinito,
de inifinitas filosofias sobre o existir,
surreal querer do querer.
querer respirar...
querer amar,
eternamente,
querer despir,
todos os instantes,
da verdade da palavra,
proferida,
ingerida,
em doses cavalares,
de pura,
e singelas verdades,
do prazer de querer existir,
e satisfazer sem conseguir,
o querer.
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